Django Django – Django Django

Fazia um tempo que eu não ouvia um album tão descontraído como Django Django o disco de estréia da banda homônima que mostra o que deveria estar tocando na MTV ao invés de Katy Perry e Cia.

Esses britânicos doidões pegaram o clima surf music  dos beach boys e os transportaram para o século XXI acompanhado de um monte de pirações eletrônicas dos anos 70/80 ( no estilo Devo, Kraftwerk) e o psicodelismo friendly de Syd Barret  de maneira a tentar renovar o que se escuta no Reino Unido, já que há um tempo não sai nada muito inovador de lá.

Os integrantes do Django Django são tipo os primos certinhos do Animal Collective, eles passam longe de fritar sua mente, mas ao ouvir faixas como Waveforms e Zumm Zumm é difícil não fazer a associação com Merriweather Post Pavillon e a da carreira solo de um dos integrantes do AC Panda Bear, isso não quer dizer que eles se limitam a ser uma versão pop dos caras, pelo contrário só mostram que eles beberam da fonte certa para buscar uma sonoridade própria e mostram novamente o potencial pop do psicodelismo, mas aparentemente a segmentação do mercado fonográfico não vai nos permitir isso.

Bom azar deles então, o Ventiladores permanece na divulgação (que rima tosca)

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Amy Winehouse – The Ska EP

A cantora mais controversa da última década não necessita de apresentações, já sua admiração pelo Ska talvez necessite, a moça era uma grande fã do gênero, especialmente da vertente britânica chamada de 2-tone, nome da gravadora que assinava com os artistas  desse revival do ska original durante os anos 70/80, turbinado agora com a adição de Punk, lounge e funk ao som jazzistico e caribenho do Ska.

Amy então gravou 4 canções clássicas do gênero que acabaram saindo somente em um EP, mas sugeria que seu futuro album teria influências de Ska, uma pena ficarmos com essa pequena demonstração do que poderia vir pela frente, mas vamos nos ater ao que nos temos e curtir essas 4 pérolas.

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Kasabian – Velociraptor!

Kasabian é um caso curioso da prolífica cena alternativa britânica, estão já há um tempão na estrada, tem uns 3 albums muito bons e uma base de fãs sólida, mas nunca estouraram de verdade para o grande público, ficando na sombra de outras bandas como o Arctic Monkeys, Franz Ferdinand e o Kaiser Chiefs. Isso se explica principalmente por terem começado como uma banda que experimentava bastante, mas temos uma obrigação aqui no ventiladores de corrigir esses “desvios” e mostrar o trabalho de bandas boas.

O Kasabian soube misturar influências diferentes para alcançar novos ares da música, mas sempre mantendo um dos pés firmes no rock, a partir disso eles misturam eletrônica, synth pop, psicodelia e até hip-hop, que resultam numa estética que agrada tanto a pista de dança, quanto o som do seu computador.

Com seu último lançamento Velociraptor! eles abandonaram um pouco o experimentalismo e partiram pra um album com canções bem radiofônicas, mas sem perder a qualidade, algo que parece cada vez mais impossível devido aos artistas “capa de revista teen” que apelam pra repetição infinita de sons grudentos.  O Kasabian mostra como fazer um album agradável e viciante, bem diferente do que se costumar ouvir e ao mesmo tempo acessível para o ouvinte descompromissado.

A estrutura das músicas é o prato principal do album, você vai ouvindo a canção que vai construindo um desenvolvimento familiar aos ouvidos, que provavelmente vai alcançar um clímax no refrão; você pensa com seus botões, mas então a canção te pega de surpresa e te leva a uma outra direção inesperada, que contenta mais do que se a estrutura tradicional tivesse sido mantida, aí que está o charme do Kasabian, você acha que entendeu a pegada e eles te aplicam uma nova forma de completar a canção que você não teria pensado inicialmente.

Fica a dica de um album que passou despercebido em 2011 mas é altamente recomendável.

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The Heavy – The House That Dirt Built

O Ventiladores adverte: esse post foi considerado perigoso pelo seu excesso de Funk bruto.

Difícil arrumar um nome melhor pra essa banda do que The Heavy. Só de se mexer em campos só tocados por lendas como James Brown, Prince e Stevie “little” Wonder você tem que ter muito cojones. Na verdade muitos tentam, mas poucos conseguem ser bem sucedidos, tal como esse quarteto. Como assim? pra começar eles se dizem ser de Noid, Inglaterra um pequeno vilarejo entre Bristol e Bath, um lugar que a banda descreve como “o cemitério de toda a ambição”, onde é comum as pessoas carregarem machados de um lado pra outro e todos são como lobos.

É caro leitor, essa é só a ponta do iceberg, os caras não batem muito bem da cabeça, mas quem se importa com isso? na verdade só torna tudo mais interessante. Ninguém quer saber de bandas que vieram de Oklahoma City ou Boston, pra você ser foda você tem que vir de um buraco que ninguém nunca ouviu falar.

E quanto ao que importa? (a música). Produzido por Jim Abiss (debut do Arctic Monkeys, Kasabian, Adele e do Becoming X do Sneaker Pimps entre outros)  o segundo album da banda procura incentivar a criação, já que o de estréia era cheio de samples e ficou meio no ar se eles eram tão bons fazendo a própria música.

A resposta para isso The House That Dirt Built é um mosaico de novas influências para o bom e velho soul. Buscam na distorção do garage rock e no blues a inspiração para o que está começando a se intular de deep funk, sub-generalizações a parte os caras ainda são mais fodas ao vivo, tanto que numa aparição no David Letterman, o apresentador ficou tão empolgado com o número de How You Like Me Now que pediu pra eles fazerem um bis. Sendo que Ninguém que se apresenta lá faz o chamado encore.

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Ouça: Love Like That / Sixteen /How You Like Me Now / Album

The Chemical Brothers – Hanna

Heeeey Children!

Vamos a mais uma pérola que passará muito provavelmente despercebido por muita gente.

Eu particularmente curto muito uma trilha sonora bem feita, seja original ou não, gosto particularmente de versões de músicas criadas especialmente para o filme ,todo o conceito de faixas selecionadas em uma ordem relevante, como elas interagem com o filme e fora dele.

Opiniões de lado, parece que está na moda chamar grandes nomes da eletrônica para criar a trilha sonora de seu filme. Tron, que foi um dos hypes mais decepcionantes do ano passado nos presentou pelo menos com a trilha feita pelo Daft Punk ( e a Olivia Wilde em roupas de neoprene), os produtores de Hanna resolveram contratar então ninguém menos que o Chemical Brothers e digo a vocês que deixa o Daft Punk no chinelo, se o filme  (que conta com Eric Bana e Cate Blanchett) for metade da qualidade dessa trilha sonora, porra, Tá ótimo.

Abaixo: o verdadeiro motivo para se ver Tron

Mas já vou dizendo que não é um album pop, é um som bem denso e intencionalmente “épico”, afinal é sobre um filme de um assassina de 16 anos que daria trabalho ao Jason Bourne. Fora o fato de ser Chemical Brothers, minha admiração pelos caras é exatamente essa, misturar sons agradáveis e familiares com várias loucuras e efeitos, enfim um album conceitual mas funciona muito bem sem o filme, nem me daria o trabalho de postá-lo se não achasse que ele é uma excelente obra por si só.

Bônus: From Dylan to Daft Punk – A history of Pop music at the movies

Baixe: http://thepiratebay.org/torrent/6249340
Ouça:

Archie Bronson Outfit – Derdang Derdang

Mais uma vez blues e rock me trazem de volta ao blog, dessa vez com um achado muito interessante,  Archie Bronson Outfit. Esses ingleses fazem um som sujo, cretino, pesado, ou seja, muito bom.

Admito não conhecer os outros álbuns da banda, mas ouvi coisas muito boa, porém vamos ao que interessa, Derdang Derdang. Mojo e Uncut, as duas principais revistas de música pop da Inglaterra deram a nota máxima de 4 estrelas para esse álbum, pelo mesmo motivo que eu estou postando, NÃO HÁ UMA ÚNICA FAIXA RUIM.

Mais uma cria da Domino Records, Archie Bronson Outfit em Derdang Derdang, soa como Soledad Brothers sob a influência da maldade que permeia as faixas do The Kills, mas com um vocal desesperado e guitarras gritantes. Ouçam no último volume!

 

Ouça: Grooveshark

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Arctic Monkeys – Whatever People Say I’m, That’s What I’m Not

Em terceiro lugar, Arctic Monkeys. Cheers Mate.

Antes de falar sobre a qualidade músical do Arctic, eu gostaria de falar o que eles representam. Arctic Monkeys surgiu em 2003, Alex Turner e seus amigos ainda estavam no colégio, suas músicas começaram a se espalhar pela internet, sua página no MySpace começou a explodir em 2005, tudo caminhava sem nem ao menos pensarem em gravar nada ou assinar algo com alguém. Quando fizeram seu primeiro show e decidiram gravar por conta própria alguns discos e distribuir nesse show, ai começou uma verdadeira febre, que ganhou a atenção das gravadoras.

Até então, percebam que a banda não fez nenhum tipo de marketing, nada. Eles simplesmente tocavam para amigos que os colocaram na internet e a partir daí atrairam uma quantidade incrivel de fãs. Quando as gravadoras começaram a contatar os garotos, eles simplesmente recusaram toda e qualquer oferta e justificaram-se dizendo que eles já tinham chegado tão longe sem nenhuma ajuda, eles não iriam mudar a sua música como as gravadoras sugeriam, para garantir algo, seu talento e seus fãs cuidariam disso. E cuidaram mesmo, quando o Arctic Lançou Whatever People Say I’m, That’s What I’m Not, no seu primeiro dia alcançou #1 no Reino Unido, em uma semana, tornou-se o álbum com o maior número de cópias vendidas no mais curto espaço de tempo, na histrória do Rock Inglês, superando o Oasis. Quando tocaram em Leeds, seu show estava simplesmente LOTADO, e mais, eles passaram a restringir a entrada de empresários e gravadoras, pois eles não precisavam deles, só queriam pessoas interessadas em suas músicas, somente.

Arctic Monkeys é a primeira banda a fazer um sucesso incontestável, sem nenhuma ajuda de uma indústria, sem render a sua arte a interesses corporativos. Graças a dinâmica do mundo virtual, podemos garantir que bandas farão o som que lhes convir e seus fãs os encontrarão e darão suporte… e isso muda completamente a cara da indústria fonográfica, sentencia as gravadoras a perderem seu poder e nos brinda com a possibilidade de bandas verdadeiramente originais de se consolidarem.

Ufa. Hehehe. Quanto ao álbum, Arctic é rápido, é barulhento, as letras são agressivas e sensuais, enfim, é ROCK! Rock de verdade, só que com uma cara adolescente e britânica. E Whatever People Say (…) é uma coletânea de hinos indies, Alex Turner é genial ao expresssar aquilo que se passa na cabeça e na alma de todo adolescente. The Tales of San Francisco e I Bet You Look Good On The Dancefloor, são músicas que representarão para sempre essa geração, ou se prefirir, a nossa geração. Porém, esse lado adolescente é também o problema do Arctic, apesar de Alex Turner ser um gênio e a cada álbum procurar se despreender completamente de possíveis rótulos sonoros estipulados pelo álbum anterior, a velocidade, o barulho, a falta de sofisticação, está sempre lá, e as vezes música deve acompanhar atitude, mas para o Arctic letras e atitude nem sempre acompanham virtuosidade musical. Enfim, é um álbum indispensável….

PS: Esse baterista destrói, vejam o clipe (…)

 

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