Panda Bear – Panda Bear Meets The Grim Reaper

Nos deparamos novamente com Mr Lennox a voz mais conhecida por trás do Animal Collective, os birutas mais legais a fazerem música na última década.

A persona solo de Lennox atende por Panda Bear, trabalho  que já era conhecido pelos fãs do Animal Collective com alguns discos fantásticos como Person Pitch Spirit They’re Gone Spirit They’ve Vanished  mas após uma participação no disco do do Daft Punk Random Acess Memories, o reconhecimento é muito maior, então não mais justo do que produzir algo que possa acomodar fãs de longa data e a galera que agora conhece pela participação em Doin’ it Right dos djs robozinhos.

A príncípio PBMTGR não foge muito do som consolidado tanto na carreira solo, que busca uma pegada neo-psicodélica com influências de surf music e música pop quanto na inquietação sonora experimental do Animal Collective que busca nunca repetir o mesmo som mas bebendo principalmente da que é considerada a obra prima deles o Merryweather Post Pavillon.  O que significa que talvez esse disco seja uma espécie de compilação póstuma do Panda Bear, ele encontrou o ceifador macabro e está se despedindo com o melhor do que fez durante a carreira.

Seja lá quais forem as razões por trás do disco, é genial o trabalho de sampling feito por Lennox e o produtor Sonic Boom (Spacemen 3, MGMT) com muita coisa retirada de lugares comuns de discos de hip hop dos anos 90/2000 e levados ao patamar psicodélico e imprevisível que eles gostam de usar, isso faz com que o disco seja estranhamente familiar, como um amigo ou criança que você não vê há muito tempo e agora está totalmente diferente, mas ainda é possível traçar o caminho de volta ao passado e ver a evolução.

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Animal Collective – Centipede Hz

Superação, essa é uma palavra propícia a um ambiente de competição, ou seja grande parte do que acontece na sua vida está ligada a competição e superação. Oras desde o exato espermatozóide  do seu pai ter fecundado o exato óvulo da sua mãe para você existir, desencadeou uma série de eventos que faz você superar limites, dos mais banais como deixar de precisar fraldas até criar uma teoria nova pra explicar o universo.

Essa ligação que temos em ultrapassar barreiras e criar coisas inexploradas é o espiríto do Animal Collective, graças aos colaboradores aqui do blog tive o prazer de conhecer o grupo e agora disserto sobre o novo album Centipede Hz, com músicas que trabalham em outros planos que não o que conhecemos, gerando novas sensações no cérebro de maneira a fazer você encarar a música, especialmente a eletrônica de outra forma.

Merriweather Post Pavillion o album anterior do grupo é o trabalho mais acessível e impressionante pela complexidade das canções e sua capacidade de entreter através do minimalismo, criando atmosferas perfeitas que encantam o ouvinte, como crianças atrás do Flautista de Hamelin seguindo o ritmo da canção enquanto ela estiver tocando, mas Centipede Hz resolve pegar bem mais pesado, sendo uma explosão sensorial com reações leves e brutas permeando as canções e a levada pop fica reduzida a algumas poucas canções.

Isso faz Centipede Hz ser bem diferente de seu antecessor, mas encaixa perfeitamente na busca por superação e inovação do Animal Collective, o que não vai agradar a todos mas ouça-o com carinho, e lembre-se de ouvir de novo e de novo, pois ele mantém aquela magica de ficar melhor a cada audição como costuma ser os albums da banda.

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Local Natives – Gorilla Manor

Children give it up!! Nós somos os melhores e sempre apresentamos a coisa fina se for música a sua preferência, nessa ocasião vou apresentar-lhes Local Natives, indie rock direto de L.A..

Local Tribes é uma molecada que se conheceu no colégio, se formaram, mudaram para uma casa em 2008 e em não mais que 2009 estavam lançando um excelente álbum, no mínimo determinados, mas isso apenas diante dos fatos. Uma vez que vc ouvir o álbum terá certeza que esses caras têm talento.

Com uma pegada parecida com a do Fleet Foxes, postado anteriormente pelo KFZ, só que não com a raiz no blues mas em algo mais parecido com Animal Collective, sim rock e psicodelia, brincam também com um pouco de afro beat mas, como sempre, a levada indie meio deprê prevalece. A primeira metade do disco é muito boa, a segunda metade é interessante e menos empolgante, mas com certeza um álbum primordial que vale a pena ser tocado alguma vezes.

Ouça: Airplanes / Sun Hands / Wide Eyes

 

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Animal Collective – Merriweather Post Pavilion

(fica brisando na capa ai manolo)

Quero mais tempo para dedicar a esse blog e a música em geral! OMG! Please! Hehehe. Serei sincero caro transeunte virtual, das 5 bandas que postarei nesse mês, apena uma é minha descoberta, as outras quatro são indicações de outras pessoas, o que prova, a minha total falta de tempo de ir atrás de música nova. Nem mesmo o banner eu fiz ainda, hahahaha. Ok ok… e daí, cadê o post!

Animal Collective, aaah, não posso nem ouvir esse nome sem ficar empolgado, essa banda rearranjou as coisas na minha mente depois da primeira vez que eu ouvi, eles fazem o MGMT parecerem amadores. Psicodélicos! Muito psicodélicos! Uma dose cavalar de peyote! É disso que se trata Animal  Collective.

Uma banda tão brisa só poderia ter também um passado e influências brisadas. Os integrantes Noah Lenox e Josh Dibb se conheceram na Waldorf Highschool of Baltimore, para quem não sabe, Waldorf é uma filosófia de ensino que deu origem ao construtivismo, se o seu conhecimento de pedagogia é zero, sugiro que digite na wikipedia “Waldorf”, voltando, então sabemos que dois dos integrantes tiveram uma juventude especial na escola formadora de artistas brisados ou Waldorf, começaram então a fazer músicas inspirados pela afinidade mútua pela banda Pavement, mais tarde fazem mais dois amigos e começam todos a tomar LSD e produzir sons pirados, cheios de textura, sem formação ou arranjos lineares, gritando descontroladamente aos microfones.

O tempo passou e cada um foi produzindo independemente, as vezes em parcerias diversar até que decidem gravar um álbum e para isso abrem o próprio selo, Paw Records, e então lançam entre 2000 e 2009 nada mais, nada menos que 8 álbuns! Confesso que só ouvi o último, de 2009, que é o desse post, porém, se os outros forém 1 décimo do que é este, reconheço a infinitude da criatividade dessas crianças, que ficaram tomando LSD, ouvido pavement e usando samples de trilhas sonoras de filmes de terror para fazer um dos sons mais intensos que eu já ouvi na vida.

Merriweather Post Pavilion é do caralho! Qualquer banda psicodélica trocaria a alma para ter gravado qualquer uma das faixas desse álbum, é como se a música fosse capaz de te envolver e te puxar para todos os lados, como se você levado por uma onda em um mar agitado. Uma outra característica interessante e que é recorrente entre essas novas bandas psicodélicas, como MGMT e Flaming Lips, é o (ab)uso de elementos de eletro, que eu acho digníssimo, tudo a ver com a acidez da textura explorada nessas músicas. Enfim, chega, tome seu Bike 100 ou seu Dust Hoffman, feche os olhos e seja levado para outros universos com esse álbum.

PS: Thanks John, you have a great ear for good music, indeed, mate.

 

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