Mike Patton – Mondo Cane (tweet post)

Eu não exatamente acompanhei o rock in rio 2011,  mas como uma pessoa que presta atenção nas sugestões dos outros, fiquei curioso ao saber que o Mike Patton cantou com a orquestra de Heliópolis. Eu já sabia de alguns dos milhares projetos dele – pra quem não sabe quem é o Mike Patton ele ficou famoso cantando junto com o Faith No More, banda de rock/metal experimental – mas este  de  reinterpretar canções pop italianas da década de 50, 60  e 70 me era desconhecido.

O negócio por mais pastelão que pareça, ficou bom de verdade, ainda mais com a ajuda de Daniele Luppi  um dos grandes nomes atuais da criação de trilhas sonoras ajudando na criação dos arranjos pra transformar em uma verdadeira experiência auditiva esse album tão divertido e bem feito, dá até vontade de aprender italiano pra cantar junto as letras animadas.

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Fleet Foxes – Helplessness Blues

Existem algumas bandas que quando surgem, por algum motivo enigmático são eleitas a ultima bolacha do pacote, tanto por crítica, quanto pela audiência alternativa, o que nem sempre traduz em verdadeira qualidade musical, temos que lembrar que já existe uma própria indústria pra vender o “alternativo” por isso quando ouvi o primeiro album do Fleet Foxes não entendi o hype a respeito do album, me parecia um The Shins pra hipsters: menos melodias e mais poesia nas letras. Mas esse ano eles lançaram Helplessness Blues seu segundo album e me vi bem intrigado.

A primeira diferença é o som muito mais orgânico da banda, Imagine se os beach boys resolvessem tocar country e folk musice você começa a entender o que eles queriam fazer, você tem muitos ecos de David Crosby e Nash e aquele estilo de composição do Ennio Morricone que traz imagens de paisagens automaticamente ao se ouvir.

Durante seu primeiro CD eles pareciam mais uma bandinha de indie folk com momentos de grandiosidade e agora eles soam como uma banda grande de verdade, com o som voltado ao blues e o folk inglês, inspirado no contato do homem com a natureza, com a utilização de instrumentos acústicos e flautas e reflexões sérias misturadas a contos de lugar comum ao homem.

Vale a pena ouvir só pelas épicas Montezuma e Grown Ocean

Ouça:

Album: Grooveshark

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Moreno + 2 – Máquina de Escrever Música

Andava adiando fazer esse post, mas… lá vamos nós como dizia o desenho.

Como é uma série de 3 albums interligados vou começar explicando esse +2, Moreno, Domenico e Kassin são 3 grandes amigos músicos, que resolveram fazer um projeto mas, ao invés de condensar as idéias em um album, cada um fez um album bem autoral com seu estilo próprio e com a colaboração dos outros 2, dái o tal +2 (thanks mr obvious).

O primeiro a ser lançado foi o de Moreno Veloso, sim filho do baiano ilustre, supondo que ele aprendeu com um mestre ele já sai na vantagem e como seu pai, compõe nas 3 grandes linguas: inglês espanhol e claro português, mas ele procura se ater as composições na lingua materna, com resultados muito bons.

O som é aquela mistura de MPB difícil de se caracterizar, temos muita influência de funk,  jazz e de música latina/cubana, com um toque experimental de violão + voz (entre o chorinho e a bossa), mas também há espaço para a guitarra e para a batida africana, do olodum ao maracatu e claro uma nova Tropicália que mistura efeitos eletrônicos na mistura.

Na opinião desse que vos fala, do projeto  ele ficaria com o segundo lugar, excelente album, extremamente criativo e omais bem nivelado na qualidade das faixas.

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Baixe: http://www.4shared.com/get/qCXSXl-2/Moreno_Veloso_2.html

Ouça: Grooveshark  Arriverdeci/Eu sou melhor que você/Para Xó

Lucas Santtana – Sem Nostalgia

Mais um post de música brasileira, apesar de muitas músicas em inglês particularmente nesse album, e já mando os spoilers de que é um estilo meio Caetano no consagrado Transa.

Lucas Santtana, por favor não confundir com Luan Santana (por que a única coisa que eles têm em comum é o nome) é mais um nome proeminente dessa safra boa da nova mpb nem tão nova no caso dele, digamos que o cara já é figura carimbada no meio musical e nunca “estourou” de verdade apesar de já ter feito até trilha sonora de filme brasileiro e seu disco de estréia ter entrado no top 10 discos independentes do new york times.

Esse baiano sangue bom, já tocou com a Nação Zumbi, Gilberto Gil e já teve diversas músicas regravadas por artistas como Daniela Mercury. Multiinstrumentista, toca flauta, sax, guitarra, violão, cavaco, baixo e provavelmente qualquer coisa que faça barulho.Os anos na faculdade de música têm sua relevância nisso claro, o cara aprendeu a ouvir todo tipo de som, e criar combinações interessantíssimas com elas.

Esse album em particular há uma forte influência do som da tropicália e do mpb feito pelo saudoso caetano entre outros nomes como o próprio Gil e Jards Macalé, mas com uma carga de sons já quase que obrigatórios como os sons jamaicanos do Dub, Reggae, dancehall,  mas ele vai mais fundo buscando batidas do funk carioca, juntando o afrobeat, o manguebeat e o samba claro principalmente na hora de criar as letras além de como todo bom nordestino há vários ecos de ritmos como o baião.

Seu estilo de cantar lembra bastante o do vocalista do Mundo Livra S/A – Fred Zero Quatro, nas faixas em português é claro, porquê quando ele resolve mandar o inglês, vem na hora aquele caetanês tão conhecido, que com seu estilo peculiar de pronunciar as palavras resulta num som bem legal ( Tive a oportunidade de ouvi-lô ao vivo e recomendo altamente ir a um show dele).

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Site do Músico : http://www.diginois.com.br/

The Dodos – No Color

 

Novo cd do The Dodos já postado aqui no blog, muito bom, não é o Visiter (que eu postei aqui anteriormente) mas vale a ouvida, já que apesar de não ser tão coeso quanto o primeiro album é tão bom quanto o segundo, talvez até melhor. Nesse eles retornam com mais guitarras e licks fazendo uma fusão legal entre o acustico e o elétrico, mas ao fazer isso meio que cairam na mesmice de muitas bandas e perderam um pouco daquele som cru que era tão bem executado. Mas nem tudo são más noticias já que temos a participação de Neko Case no backing vocal, um dos meus próximos posts aqui pra vocês, as melhores músicas do cd obviamente estão quando Neko participa mais da canção porque dá a impressão que na maioria das faixas ela é suprimida.

Enfim, um album muito bom, que poderia ter sido excelente, aqui minha teoria sobre o primeiro album de uma banda funciona, eles não conseguirão superar Visiter mas continuarão fazendo bons albums.

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Não sabe baixar Torrents? Não tenha vergonha seu analfabeto, ninguém vai saber se você usar nossa seção de HELP .

Tweet Post – Dan Auerbach – Keep It Hid

Disco Solo do guitarrista do Black Keys, mistura o blues rock do Black Keys com canções mais softs e outras que poderiam estar em qualquer album do Black Keys mesmo. Boa pedida para quem gosta do estilo.

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Tweet Post – Mais Do Mesmo – Andrew Bird – Swimming Hour

Pois é em tempos de falta de tempo temos que dar um “jeito” para driblar tal empecilho. Então pra não dizer que não falei das… Nevermind; Estou criando esse mais do mesmo, pra retornar a albuns de artistas já postados, ou seja Mais Do Mesmo, There And Back Again temos Andrew Bird com seu excelente Swimming Hour da época que ele assinava como Andrew Bird’s Bowl of Fire.

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