Apparat – Krieg Und Frieden (Music For Theatre)

Essa é a terceira vez que Sascha Ring, vulgo Apparat, aparece aqui no Ventiladores, então clique Aqui e Aqui pra saber mais sobre esse habitante da La La Land e vamos falar de Krieg Und Frieden.

Esse não é exatamente um album tradicional, está mais pra uma Original Soundtrack, sua concepção surgiu de um convite de Sebastian Hartmann para Sascha compor a trilha de sua peça inspirada no livro Guerra e Paz, o resultado foi tão satisfatório que ele levou o que ele tinha criado para o estúdio e resolveu trabalhar para lançar um album dessa experiência teatral.

Além das maluquices usuais do Apparat temos a adição de um violoncelo e um violino que aprofundam ainda mais a conexão eletrônico-orgânico  que tanto marca seus discos. A fluidez do disco demonstra uma clara necessidade de ouvi-lo sequencialmente, então antes de embarcar nessa experiência auditiva verifique se você tem o tempo necessário para ouvi-lá e se divirta com 45 minutos de pura transformação mental.

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Apparat – Devil’s Walk

Depois de um album fantástico, sempre fica aquela sensação de “quero mais” planando sobre vossas cabeças ventiladas, o que podemos dizer do sucessor do já cultuado album  Walls? como diz um sample do Jurassic 5 “For Those Listeners who didn’t feel that, We Just had another one baby”

Sascha Ring parece que está numa progressão contínua, temos um acabamento absurdo nas músicas, nenhum som parece estar ali por acaso, o espaçamento dos tempos permite a projeção do ouvinte na música de maneira a deixar você livre pra viajar ao som da música e explorar mentalmente o próximo beat que ele vai fazer. Chega a ser um exercício, Apparat te joga um beat você interpreta e percebe como ele se encaixa na música, tipo um mosaico cheio de imperfeições  que forma um desenho maior completamente inesperado.

Sascha consegue humanizar o som de uma maneira incrível, enquanto a maioria dos artistas procuram o som “eletrizado” futuristico e mais distante da realidade, ele através do cruzamento de instrumentos clássicos com seus sons malucos consegue um resultado inexplicável, não esquecendo que os vocais dele tornam isso muito mais fácil de degustar.

Ouça: Destaque para Ash Black Veil / Black Water / The Soft Voices Die

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Apparat – Walls


Olá caros ventilados..!
Enquanto você provavelmente está naquela ressaca macadâmica implorando pro engov fazer efeito e sua dor de cabeça sumir, sim, há alguém preocupado com o bem estar dos seus ouvidos! Então pegue seu garrafão d’água e vamos lá.

Sasha Ring, também conhecido como Apparat, alemão, reside atualmente em Berlim, mas nada disso faz sentido quando você olha pra uma foto dele. Pra mim ele é cidadão da LaLaLand, faz a barba 1 vez por mês e está pouco se fodendo para qualquer coisa além da música e do seu label, a Shitkatapult (hahaha!). Começou como um “rave kid” cabeçudo produzindo techno, até que certo dia pirou, cansou do “4 to the floor” (ou o famoso Putz Putz Putz Putz) e foi causar nos derivados da Ambient Music.

Já ativo desde 1996, possui seis albums e alguns bons EPs em sua discografia, alguns deles em participações conjuntas com Modeselektor e Ellen Allien, a matriarca louca fundadora da BPitch Control. Em 2007 lançou seu até então último álbum solo, chamado Walls, e é sobre ele que iremos falar hoje.

Eu ouço este álbum há mais de um ano.. Meu contador do iTunes tá marcando 42 audições completas e, belive it or not, pra mim continua sendo um álbum novo. Até porque sou um dos partidários que música eletrônica geralmente é chata e não tem o “toque humano”, mas nesse album é tudo diferente, e beeeeem diferente mesmo.

Imagine que cada sonzinho é um objeto qualquer, digamos, o banjo indie-folk do KFZ. Há quem use o objeto pro fim que ele foi construído (tocar o banjo, por exemplo), mas há quem pegue esse objeto, digamos, o banjo, e transforme ele em um ventilador de teto USB (?!).
Haaaaaaa! É exatamente ai que o toque humano entra… Não só nas extensas alterações que cada som sofreu, mas também pela nítida sensação de que cada instrumento foi tocado por uma pessoa, com seus pequenos erros de sincronía, e não na perfeição rítmica de uma máquina.

Walls é o retrato musical da frase Apparatiana “[I’m] more interested in designing sounds than beats” por estes motivos que eu falei. É uma obra da música eletrônica que quebra todos os estereótipos já impostos. Pra quem procura textura, acho que o único álbum páreo seria o “Merriweather Post Pavilion” do Animal Collective, porém com um menos de LSD e mais bipolaridade “prozacquiana-alcoólica”. Prefiro não classificar o som, mas pra você que quer ter um rumo técnico, a solução genérica é uma mistura de Ambiental, IDM, Downbeat e Glitch Music, embora possa sair qualquer coisa muito louca de um caldeirão com essas coisas.

E não dá pra deixar de lado os vocais, com duas boas participações de Raz Ohara, além do próprio Apparat cantando em um estilo que lembra Thom Yorke e Sigur Rós. Vai a palhinha dele cantando em Arcadia, melhor do álbum na minha opinião.

Enfim, sente-se, ouça e mergulhe na parede.
Happy hangover.

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Telefon Tel Aviv – Immolate Yourself

Desculpem caros ventilados, não há muito o que saudar. Hoje a memória vem à tona, o céu cinza e a garôa são o cenário e Immolate Yourself é a trilha.

New Orleans, Louisiana. A cidade da esbórnia norte-americana, berço da cultura cajun e reduto do jazz também abrigou o que já foi um dos mais brilhantes projetos de música eletrônica que já passaram pela terra.

Joshua Eutis e Charles Cooper (R.I.P) formaram em 1999 o Telefon Tel Aviv. Não há muito o que falar, pois mesmo com 10 anos de estrada, toda sua história está concentrada em apenas 3 albums. Os dois primeiros – Farhenheit Far Enought (2001) e Map of What is Effortless (2004)são bons, mas ao meu ver o dueto pegou a estrada certa apenas no terceiro, Immolate Yourself, esta que infelizmente foi interrompida pela morte da metade chamada Charles Cooper.

Immolate Yourself, é uma das obras mais lindas que já tive o prazer de escutar. Sim, é triste, é carregado de melancolia e sentimento, mas é muito, muito lindo mesmo. Começando por Birds, passando pela icônica You Are The Worst Thing in the World (video) e terminando em Immolate Yourself, o oitentísmo é nítido, a referência ao New Wave/Synth Pop do New Order e afins também fica a vista, mas inacreditavelmente tudo soa fresco e novo, sempre muito bem texturizado e com os glitches característicos do TTA.

 

Aprecie sem a menor moderação.

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The Album Leaf – A Chorus Of Storytellers


Faz tempo que eu não posto, né? hahahah

Pois bem! Muita coisa passou pelo meu ouvido, muita coisa me agradou bastante, mas nada realmente venceu a queda de braço contra o cansaço. Até que hoje, domingão, após uma longa aula de 4 horas sobre sub-espaços vetoriais, um álbum conseguiu me fazer sentar a bunda na cadeira e escrever sobre música.

The Album Leaf é o projeto solo de Jimmy LaValle, ex-integrante de uma banda californiana de post-rock  instrumental denominada Tristeza. Um belo dia de 1998, um dos integrantes da banda – Mike Vermillion – gravou um material solo de Jimmy pirando numa drum machine e em um piano Rhodes, que pouco depois se tornou o primeiro album de seu projeto.

De lá pra cá se passaram 11 anos, 5 albums, até que em fevereiro ele lançou o A Chorus Of Storytellers pela Subterranean Pop Records. O album mistura um pouco de Indie-Rock, IDM, Downtempo, umas brisas ambientais e um pouco de folk music no meio. O uso da instrumentação clássica misturada com umas sonoridades sintéticas brilhantemente elaboradas é uma das coisas que me chamam a atenção, pois tudo parece tão natural que você esquece que está ouvindo música eletrônica (no sentido convencional).

Isso sem contar o “mood” do album, pirado, perdido e fantástico, que te leva aonde a brisa fresca lava seu rosto, mas também te faz sentir a amargura de quando suas únicas companhias são algumas guitarras e duas caixas de som.

“Oh, where do we go in these days? Oh, where will we land?”


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