The Sounds – Weekend ( tweet post)

Os Suecos do The Sounds em seu 5º disco voltam a boa forma de Living In America e Dying To Say This To You com sua mistura energética de Synthpop e Dance Punk  para a alegria geral.

Não há muitas novidades no som, afinal em time que está vencendo não se mexe.  Há sim um momento de baladinhas, mas é mais ou menos como aquele aquecimento para a festa de verdade que está para começar. Temos a presença de certos coros bacanas e até um banjo em meio a batidas eletrônicas na empolgante Great Day que prepara o terreno para a épica Outlaw, uma canção que define a cara do The Sounds: agressivo, festivo e carismático, graças claro as performances de Maja Ivarsson no vocal que animam até velório. Weekend tem ainda vários outros momentos excelentes como Shake Shake Shake, Animal e Young And Wild, um disco que deixa com vontade de um bis.

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Janelle Monáe – Electric Lady (tweet post)

Santa Monotonia Batman! o blog em fim de ano sempre mistura abandono completo e discos excelentes, como tempo é o bem mais escasso do século XXI serei breve como um tweet .

Janelle Monáe continua sua saga sci-fi com Electric Lady. Depois da parceria bem sucedida com o Fun em We Are Young, ela resolveu destilar mais do seu dom pra compor pop e R&B modernos, mas ao invés de abandonar o formato conceitual de seus discos, ela simplesmente dá um jeito de co-existir as aventuras de seu alter ego andróide Cindi Mayweather com singles bastante anos 2000, aliás com algumas boas participações como Prince, Erykah Baduh e Esperanza Spalding.


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Laura Marling – Once I Was An Eagle

Enquanto pensava o que escrever sobre esse fantástico album, percebi que cheguei a números preocupantes de músicas na minha biblioteca, se eu tivesse gastado U$ 0,99 em caida faixa, (que é o preço médio na Amazon), eu já teria  comprado um carro popular, mas não compreenda isso como se eu estivesse me gabando, muito pelo contrário, isso prova que eu tenho um vício insustentável em ouvir música, um vício que compartilho com milhões de pessoas ao redor do mundo e não há como retroceder, não estou levantando a bandeira do DI GRÁTIS e nem declarando a morte do formato CD, mas eu gostaria muito de vislumbrar uma nova forma de retorno aos artistas.

Momentos de reflexão a parte, continuemos, Laura Marling já tinha me chamado atenção por duas razões: sua pré carreira solo no superestimado Noah And The Whale  e com seu I Speak Because I Can de 2010, um bom album com momentos bastante interessantes, mostrando uma artista buscando explorar as possibilidades de sua voz e capacidade de composição, mas que me não chegou a me motivar a fazer um post sobre ele, digamos que a moça ainda estava muito verde. Isso mudou agora quando a loirinha lançou essa notável obra do cancioneiro folk moderno

Sua voz marcante, gentil e ao mesmo tempo amarga dá o tom para as canções, sempre acompanhadas de um rico violão que “preenche” as canções. Sem grandes pirotecnias, sem truques de espelhos e fumaça Laura gruda seus ouvidos durante 16 canções, feito quase que impossível para tempos de déficit de atenção generalizado. Deve-se dar créditos ao produtor Ethan Johns pela adição primorosa de percussões precisas, que dialogam com o violão pinkfloydiano de Marling enquanto ela destila seus versos hipnotizantes, um album para quem aprecia um folk moderno e várias faixas para os impacientes que simplesmente gostam de uma boa canção.

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Vários Artistas – Mulheres de Péricles

Confesso que só conhecia de nome Péricles Calvancati e o projeto só me chamou atenção pelo naipe das mulheres que cantariam suas canções, figuras que perambulam os posts do Ventiladores como Karina Buhr, Tulipa Ruiz e CéU. Logo pensei – “Coisa Boa tem aí”, resolvi dar uma ouvida e confirmei minhas suposições ao ver a qualidade dos arranjos e as belas letras de Péricles.

Claro que por ter uma vasta diversidade de cantoras nem tudo é ouro, mas sem grandes dificuldades os momentos bons superam os ruins, apresentando a obra do cantor às novas gerações com uma embalagem que caminha entre o pop,rock, blues e a MPB escolhidas a dedo por sua filha Nina Calvanti porém dando total liberdade para as intérpretes e as bandas de fazerem  as músicas soarem frutos autênticos de cada cantora, um mero empréstimo e homenagem saidos da cabeça do DJ Zé Pedro, grande fã do trabalho de Calvanti e o melhor de tudo deixou disponível o download do album na faixa no site.

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link retirado do site http://www.mulheresdepericles.com/

Chromatics – Kill For Love

Vamos amigos a mais uma aventura no mundo do synth, preparem seus tecladinhos, suas roupas futuristas e sua falta de bom senso e vamos nos divertir ouvindo Chromatics.

Imagine que você entrou no Delorean e foi transportado para um filme ambientado nos anos 80, aquela atmosfera sombria acompanhada de vocais etéreos e ao mesmo tempo cheia de sorrisos amarelos e momentos “felizes”, você então entende de onde esses ecos brilhantes estão vindo. É como ir num daqueles clubes da moda, tudo é muito cool, ser normal  que é estranho nesses locais, então observe as luzes de neon usando seu óculos escuros e curta a noite como um ser que abomina a luz do sol.

O album abre ambiciosamente com uma versão própria de My My, Hey Hey (Out Of The Blue) do Neil Young, chamada no disco de Into The Black ,  e vai intercalando momentos de pura introspecção com chamadas para a pista, num épico de 17 faixas que dificulta minha seleção de momentos altos, num album absurdamente consistente apesar da duração. Meio enviesado devido minha predileção por obras que exigem que você se adapte a audição e entre no clima do que você escuta no momento (estou falando de você geração Ipod).

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Alabama Shakes – Boys & Girls

Behold! the Alabama Shakes

Quase choro de tanta felicidade em ver que temos dois discos de rock sensacionais no ano de 2012, Brittany Howard muito obrigado por dar esse presente pra história da música.

Que voz do caralho tem essa mulher, cada verso emanado da boca de Brittany parece pronto pra despertar até os mortos de tão  poderoso e emocionante. É a faceta mais pura do rock, transmissão de energia instantânea.

Eles abrem o album com munição pesada, a mais pop, mais cara de hit e claro a escolhida como single: Hold On, essa canção transborda paixão e talento, desde o riff digno dos melhores discos dos Stones, até o vocal de fazer inveja a Janis. A canção é tão boa que prejudica o resto das faixas, não que elas sejam ruins, muito pelo contrário, mas depois de uma faixa perfeita, qualquer coisa menos soa deslocado, por isso seja compreensivo com as outras músicas, elas só não são lendárias, mas são melhores do que 99% do que foi lançado nos ultimos 5 anos em relação a rock.

O som do Alabama Shakes não é nem de perto original, de fato o disco estaria bem confortável se tivesse sido lançado em meio a década de 70, mas esse processo de reimaginação de sons antigos  é feito de maneira a equiparar  ao som dos Dap Kings, Amy Winehouse e mesmo os albuns mais antigos do Black Keys. Eles passeiam pela Motown dos anos 60/70, do rock sulista que marcou o início do Kings Of Leon, do Soul do Memphis e de muitos outros monstros da música americana e claro de britânicos como o Led Zeppelin.

Baixe essa belezinha de disco e tente não ouvir ele umas 3 vezes por dia

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