The Sounds – Weekend ( tweet post)

Os Suecos do The Sounds em seu 5º disco voltam a boa forma de Living In America e Dying To Say This To You com sua mistura energética de Synthpop e Dance Punk  para a alegria geral.

Não há muitas novidades no som, afinal em time que está vencendo não se mexe.  Há sim um momento de baladinhas, mas é mais ou menos como aquele aquecimento para a festa de verdade que está para começar. Temos a presença de certos coros bacanas e até um banjo em meio a batidas eletrônicas na empolgante Great Day que prepara o terreno para a épica Outlaw, uma canção que define a cara do The Sounds: agressivo, festivo e carismático, graças claro as performances de Maja Ivarsson no vocal que animam até velório. Weekend tem ainda vários outros momentos excelentes como Shake Shake Shake, Animal e Young And Wild, um disco que deixa com vontade de um bis.

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Suckers – Wild Smile

Veja bem, desde antes da música se chamar música, havia gente tentando fazer fazer sons diferentes e incorporá-los no método mais tradicional de composição. Você pode ter ouvido pela 99º vez aquela nota, mas se ela for aplicada em uma velocidade diferente, com acompanhamentos diferentes ou com um instrumento diferente,  aquilo vai te dar um comichão no cérebro, um sorriso cerebral que te diverte e distrai.

Eu particularmente sou viciado nessa sensação, por isso procuro bandas novas, mesmo alguém ouvindo e falando, “ah parece tal banda” ou “tal banda faz melhor”, o importante acredito é esse som permitir que você se divirta sem a necessidade de nada mais, uma  sintonia entre você e a música.

Qual o problema então? essa sensação de sintonia, de compreensão do que acontece pode ocorrer de várias maneiras, existem certos “atalhos” pra chegar nisso, seu cérebro gosta de sentir uma familiaridade com o que está tocando, principalmente se você tem uma ligação emocional com os sons, daí vem a convenção de som de balada, som de romance, som de revolta etc e tal. então se você quer que alguém ouça a sua música e compre seu cd, você tem que criar um pacote “vendável”

Bandas Como o Suckers (sem “The”), deixam essa intenção em segundo plano, o som claramente é voltado ao pop, mas não há intenção de ser a nova “canção do momento” o nome Suckers (idiota em inglês) tem muito a ver com esse despreendimento de soar sério, procurar fazer do trabalho de músico mais do que vender discos. E  através de um excelente baterista e auxilio de efeitos eletrônicos eles conseguem realizar um synthpop dos melhores que há por aí, participando do SXSW e da cena alternativa de Nova Iorque, cativam em suas apresentações e cumprem fidelidade sonora ao album de estudio.

Para quem curte os albums mais dances do Yeah Yeah Yeahs , The Walkmen e Tv On The Radio

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Ouça: Roman Candles / Save Your Love For Me / Album

Maximum Balloon – Maximum Balloon

O que acontece quando o funk encontra o synthpop? seria a trilha sonora de um filme B estilo exploitation da década de 70 com aliens explodindo a terra enquanto há uma montagem feita em um clube de dança? O destino da terra seria decidido por quem vencer esse combate na pista de dança. Aliens prateados de um lado, seres humanos vestindo calças bocas de sino do outro.

Não entendeu nada? é porque estamos falando de um projeto paralelo de um dos integrantes do TV On The Radio.

O guitarrista e produtor David Andrew Sitek resolveu pegar o clima de bleeps, putz putz, zing! do synthpop do TV On The Radio e esquecer um pouco do free jazz e focar no funk para criar faixas muito mais dançantes que alternam entre uma balada futuristica e os globos prateados da era de ouro da disco e do funk. Em algumas faixas dá até pra imaginar passinhos coreografados que seu pai fazia e só vai admitir no túmulo, ou ele ainda faz isso e te envergonha constantemente em festas de familía quando rola o cd do Tony Tornado.

Como todo bom guitarrista que não sabe cantar, ele chamou várias pessoas pra fazer isso por ele ou seja, vários convidados legais, tipo a querida dos indies Karen O do Yeah Yeah Yeahs e a ex vocalista do Shivaree Ambrosia Parsley e o pau pra toda obra David Byrne de um tal de Talking Heads.

O produto final é uma mistura de LCD Soundsystem, Bat For Lashes  e uma pancada de outros sons que não fogem muito da fórmula: vocalista diferente + sons eletrônicos psicodélicos + batidas de house * FUNK music, vale muito a pena, principalmente pelo capricho na produção.

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Ouça Groove Me / Communion / Pink Bricks

Jamaica – No Problem

Primeira coisa antes de tudo: este post não tem nada a ver com Jamaica: País da america central, famoso por suas belezas naturais e maconha…

Jamaica, anteriormente conhecido como Poney Poney é mais uma banda que com parceria de alguns nomes famosos ganhou reconhecimento e é do Justice e do Daft Punk que vêm essa propanda para o Jamaica.

Eu já tinha falado do projeto do Gaspard Augé com o Mr Oizo nesse post, dessa vez é o outro cara do Justice, Xavier de Rosnay que vai mesclar o indie rock com o synthpop pra formar um som dançante, mas ao mesmo tempo propício pra um mosh, temos até a participação de Iggor Cavalera em um dos clipes da banda pra ninguém duvidar que eles fazem rock MESMO. Temos vários efeitinho, mas o som não parece artificial, soa como uma banda moderna. Utilizam uns efeitos pra dar a impressão que o som vem de um rádio, ou misturando o som “elétrico” do Daft Punk em um solo de guitarra.

A ascensão e queda dos caras é meio espantosa, no espaço de 1 ano do lançamento de No Problem Antoine e Flo (a dupla inicial) explodiram, ganharam uma legião de fãs indies e tiveram uma repentina sucessão de problemas devido a Flo  ter utilizado drogas pesadas na américa do sul e perdido completamente o senso de realidade, enquanto isso Antoine foi preso, vejam esse video que explica melhor a trajetória da banda, com uma das melhores músicas deles de fundo I Think i Like U 2

Ficamos então com essa obra única deles, o que torna ela ainda mais especial e nos deixa pensando o que eles ainda poderiam ter feito, bom até o Arnaldo Baptista ainda compõe, quem sabe eles um dia voltam.

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Ouça:Cross The Fader / When Do You Wanna Stop Working