Dr John – Locked Down


Pois é companheiros de ventiladores, nós já temos um clássico neste ano dito fatídico pelos maias e que album… digno de um apocalipse mesmo. Sejam bem vindos ao universo de um dos caras mais criativos do blues, digno de estar no hall da fama do rock, ter participado das gravações de Exile on Main Street e carregar a bandeira dos sons de Nova Orleans esse é Dr John.

A lenda diz que Dr John era um sarcedote que praticava cerimônias Voodoos durante o séc XIX. Um talentoso músico chamado Mac Rebennack durante os anos 60 resolveu homenagear a figura histórica de sua cidade e assim nasceu Dr john, The Nightripper uma persona de Mac que misturava o R&B com música psicodélica e rituais voodoos, vestindo roupas inspiradas no figurino de Screamin’ Jay Hawkins. Obviamente seu primeiro lançamento (Gris Gris) sob seu novo pseudônimo foi um grande sucesso.

Depois de alguns albums excelentes mas sem tanta popularidade, ele diminuiu o tom de maluquices e passou a focar mais na sonoridade bem conhecida de New Orleans, nessa época ele lançou seu album de maior sucesso com participações de Mick Jagger e Eric Clapton feito  praticamente só de canções clássicas de jazz /blues da Louisiana e fincou seu lugar como um artista respeitadissimo e a partir daí seu circulo de colaborações só aumentou conforme os anos passavam.

Mas depois de um tempo Dr John tornou-se um artista cult, deixe me explicar, tinha albums  com apenas sucesso relativo  e sempre bem elogiados pela crítica. Ele ficou nessa por anos até tocar com Dan Auerbach do Black Keys durante o Bonaroo Music Festival de 2011, fã de longa data de Mac, Auerbach lhe ofereceu “produzir um album tão bom quanto a muito tempo ele não via” daí o resto da história você pode ouvir em Locked Down.

Mentira, vou dizer o que você pode esperar: um album pegajoso como um pântano de tão legal de se ouvir, as guitarras de Auerbach casaram perfeitamente com a voz e as letras de Dr John, a produção trouxe ainda mais influências no R&B/ blues do cara, tais como a pegada de afrobeat e teclados cheio de estilo e funk pra fazer 10 músicas sensacionais que passam voando de tão legais e apesar de seus mais de 70 anos, a voz do cara está cada vez melhor, ou seja, Locked Down é um disco imperdível.

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Black Keys – El Camino

Hola, ¿Cómo está cabrón? Estoy escuchando rock n roll verdadero ese género que es cada vez más raros

Mas graças a alguns esforços conjuntos temos ainda rock e de muita qualidade, entretanto parece que o rock virou trabalho de artesão, uma forte demanda com uma oferta de uma meia dúzia de carpinteiros pra agradar essa multidão carente de rock, que tem que cada vez mais olhar pra trás porque o futuro parece cada vez mais sombrio para os adores do ritmo do little richard.

O power duo mais foda do planeta (foi mal ae White Stripes) ataca novamente depois do musicorgásmico >Brothers com um album mais rápido, mais cru e consequentemente mais rock’nroll. Isso seria um sinal que eles voltaram ao som original de rock de garagem baseado no blues não? na verdade sinto que eles abriram mais os braços para o country e o grassblues e parece que estão de caso com o R&B, com a inclusão de backing vocals femininos em várias faixas pra acompanhar o vocalista lonely boy dan auerbach.

O dedo de Danger Mouse continua lá, dessa vez ele pegou a experiência de ter feito um album baseado em filmes westerns, inspirado especialmente no Ennio Morriccone e espalhou um pouco disso por todo o album, algumas faixas como Dead and Gone e Mind Eraser parecem prontas pra entrar num Bang Bang dirigido por Tarantino ou ainda com o clima mexicano de Robert Rodriguez.

Eu podia ficar a tarde inteira elogiando esse album, como é bom ele ter sido lançado ainda nesse ano moroso de lançamentos mais mainstream, como o strokes decepcionou, como o red hot decepcionou, como o Beady Eye é vergonhoso e como o Suck And See It do arctic monkeys é no máximo legalzinho fico então com El Camino do Black Keys e Wasting Light Do Foo Fighters.

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Tweet Post – Dan Auerbach – Keep It Hid

Disco Solo do guitarrista do Black Keys, mistura o blues rock do Black Keys com canções mais softs e outras que poderiam estar em qualquer album do Black Keys mesmo. Boa pedida para quem gosta do estilo.

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Black Keys – Brothers

Aqui quem vos fala é KFZ direto da lua, depois de uma temporada chatissima na terra e seus compromissos mundanos. so fuck it, estamos aqui pra falar de devaneios e música não?

this is an album

Roubei uma cápsula do tempo contendo o cd que vai ser lançado amanhã dia 18 de maio de 2010. Quase me sinto culpado em baixar cds que nem foram lançados, mas fica no quase porque o crime vale a pena crianças, pois é… sua mãe mentia pra você quando dizia que o crime não compensa porque esse album é bom pra Car#*$%.

Pra começar o Black Keys é fenomenal : duo americano de Akron, Ohio, com um som tipicamente revival de blues, rock e psicodelia em geral, a velha guarda (sempre quis me referir aos roqueiros das antigas como velha guarda) ama a dupla, por seu estilo cru e lo-fi de gravação, lembrando o White Stripes do Jack & Meg, aliás são constantemente comparados, o que acho besteira, já que a proposta final dos sons são bem diferentes.

Brothers é a evolução da dupla, o som já não é tão fincando somente no blues e mostra que os caras amadureceram, apesar de ter rolado uma co-produção do Danger Mouse. Começo a achar que é pré-requisito para os meus posts ter produção dele. Em meio ao album você encontra vocais meio R&B, soul à la James Brown disfarçado.

These Days que fecha o album é uma baladinha que está entre minhas favoritas, ainda temos Howlin’ for You, Ten Cent Pistol, pra falar a verdade o album inteiro é muito bom, considero o melhor album de 2010 até agora, tá esperando o que pra baixar isso logo?

Obs: essa pseudocapa é genial.

Obs: Essa metapiada em forma de pseudoclipe, e genial tambem! (Rufus O Lenhador)

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