Danger Mouse and Daniele Luppi – Rome

Ventilar é preciso! Hoje trago à luz um post nada menos do que especial ou mesmo fantástico!

Danger Mouse, a lenda viva! Esse homem de muitos talentos e que já foi citado em muitos posts desse blog como Dark Night Of The Soul, Broken Bells e El Camino volta a atacar com mais um trabalho de qualidade excepcional, dessa vez ao lado do compositor italiano de trilhas Daniele Luppi para darem vida a um western, sim! o álbum é um filme! <Ennio Morricone aplaudindo> hahaha!

Crianças, antes de aventurarem-se por Rome, entendam, o álbum é mais do que algumas músicas em sequência, é um daqueles momentos de completa epifania que chamamos de Arte. A intenção é de ambientar a tragicidade, a poesia e o ritmo épico de um faroeste em forma de música, existe um nome que soube fazer isso como ninguém: Ennio Morricone! Mas Danger Mouse chegou lá também.

Mas Danger e Daniele não estavam produzindo uma trilha sonora, o que fizeram? Encontraram os músicos das trilhas do Ennio (apelando um pouco) e gravaram os instrumentos, mas somente os instrumentos, com isso criaram a atmosfera necessária. E então? Chamaram alguns amigos para versarem suas composições e é ai que entram Jack White (White Stripes) e Norah Jones! (apelando muito).

O álbum simplesmente fluí pelos ouvidos com um a finesse já conhecida do Danger Mouse, mas algumas curiosidades sobre as gravações explicam a liquidez e naturalidade das músicas, os instrumentos foram gravados em um período de 5 anos em sessões esporádicas no lendário Forum Studios em Roma (mesmo lugar que o Ennio gravará), já os vocais do Jack White foram gravados em um gravador portátil enquanto ele andava de carro ouvindo os instrumentais, capisce?

Sem mais, é um obra de arte para apreciar-se tanto quanto um álbum para escutar, deleite-se.

 

 

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Black Keys – El Camino

Hola, ¿Cómo está cabrón? Estoy escuchando rock n roll verdadero ese género que es cada vez más raros

Mas graças a alguns esforços conjuntos temos ainda rock e de muita qualidade, entretanto parece que o rock virou trabalho de artesão, uma forte demanda com uma oferta de uma meia dúzia de carpinteiros pra agradar essa multidão carente de rock, que tem que cada vez mais olhar pra trás porque o futuro parece cada vez mais sombrio para os adores do ritmo do little richard.

O power duo mais foda do planeta (foi mal ae White Stripes) ataca novamente depois do musicorgásmico >Brothers com um album mais rápido, mais cru e consequentemente mais rock’nroll. Isso seria um sinal que eles voltaram ao som original de rock de garagem baseado no blues não? na verdade sinto que eles abriram mais os braços para o country e o grassblues e parece que estão de caso com o R&B, com a inclusão de backing vocals femininos em várias faixas pra acompanhar o vocalista lonely boy dan auerbach.

O dedo de Danger Mouse continua lá, dessa vez ele pegou a experiência de ter feito um album baseado em filmes westerns, inspirado especialmente no Ennio Morriccone e espalhou um pouco disso por todo o album, algumas faixas como Dead and Gone e Mind Eraser parecem prontas pra entrar num Bang Bang dirigido por Tarantino ou ainda com o clima mexicano de Robert Rodriguez.

Eu podia ficar a tarde inteira elogiando esse album, como é bom ele ter sido lançado ainda nesse ano moroso de lançamentos mais mainstream, como o strokes decepcionou, como o red hot decepcionou, como o Beady Eye é vergonhoso e como o Suck And See It do arctic monkeys é no máximo legalzinho fico então com El Camino do Black Keys e Wasting Light Do Foo Fighters.

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Broken Bells- Meryin Fields EP (Tweet Post)

Uma rápida atualização sobre o ultimo EP do Broken Bells, que já resenhei aqui anteriormente, sobre o som que mistura o pop do James Mercer do The Shins, com o balde infinito de loucuras de Danger Mouse, ótima pedida e prometem um bom novo album se manterem o nivel do EP

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Broken Bells – Broken Bells

Projetos, Projetos e mais projetos, cada vez mais eu chego a conclusão de que os artistas fazem um album bom, ficam famosos e mantém a banda só como forma de ganhar dinheiro e sua criatividade é gasta em projetos paralelos, ou seja, ali que estão as coisas boas depois de um tempo.

Tá certo que isso tá longe de ser uma regra e acredito que está longe de ser o caso do Broken Bells, fica mais sendo uma impressão mesmo: O  axioma fraco dos projetos paralelos(cool name huh? vou patentear) , mas tem algum sentido, as bandas, principalmente as que assinam com grandes selos precisam fazer dinheiro, afinal elas tem todo um aparato que custa um puta dum dinheiro pra manter. Daí o impeto criativo, a centelha da imaginação, da arte musical em geral, fica com os projetos. Afinal nem tudo é comercial, não pode/consegue ser digerido facilmente.

Não quero dizer que o som do Broken Bells não é acessivel, pelo contrário é bem pop, mas não é o pop convencional é altamente cheio de camadas algo que costuma-se chamar de Experimental Pop. Assim, temos uma batida dominante e de fácil percepção: a “Base” e a canção da banda é construida a partir disso, mas há tantas maneira de metaforizar isso, atráves de infinitas percepções: da arquitetura, engenharia, literatura, desenho e claro que com a própria música  que vou deixas aqui três linhas pra você imaginar um processo de criação que alcança graus de complexidade maiores.

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Imaginou? pronto temos aí o Broken Bells.

Ah claro de quem é esse projeto afinal? o cara do momento que já tá cansado de eu comentar dele aqui, o cérebro do Gnarls Barkley: Danger Mouse
( Dark Night Of Soul The Good The Bad & The Queen Black Keys – Brothers) e o vocalista do The Shins James Mercer (vergonha de ainda não ter postado o The Shins).

Ouça agora o que acontece quando o The Shins gets experimental

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Black Keys – Brothers

Aqui quem vos fala é KFZ direto da lua, depois de uma temporada chatissima na terra e seus compromissos mundanos. so fuck it, estamos aqui pra falar de devaneios e música não?

this is an album

Roubei uma cápsula do tempo contendo o cd que vai ser lançado amanhã dia 18 de maio de 2010. Quase me sinto culpado em baixar cds que nem foram lançados, mas fica no quase porque o crime vale a pena crianças, pois é… sua mãe mentia pra você quando dizia que o crime não compensa porque esse album é bom pra Car#*$%.

Pra começar o Black Keys é fenomenal : duo americano de Akron, Ohio, com um som tipicamente revival de blues, rock e psicodelia em geral, a velha guarda (sempre quis me referir aos roqueiros das antigas como velha guarda) ama a dupla, por seu estilo cru e lo-fi de gravação, lembrando o White Stripes do Jack & Meg, aliás são constantemente comparados, o que acho besteira, já que a proposta final dos sons são bem diferentes.

Brothers é a evolução da dupla, o som já não é tão fincando somente no blues e mostra que os caras amadureceram, apesar de ter rolado uma co-produção do Danger Mouse. Começo a achar que é pré-requisito para os meus posts ter produção dele. Em meio ao album você encontra vocais meio R&B, soul à la James Brown disfarçado.

These Days que fecha o album é uma baladinha que está entre minhas favoritas, ainda temos Howlin’ for You, Ten Cent Pistol, pra falar a verdade o album inteiro é muito bom, considero o melhor album de 2010 até agora, tá esperando o que pra baixar isso logo?

Obs: essa pseudocapa é genial.

Obs: Essa metapiada em forma de pseudoclipe, e genial tambem! (Rufus O Lenhador)

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Danger Mouse & Sparklehorse – Dark Night Of The Soul

Sim mais um projeto, todo mundo adora essas parcerias principalmente chamar várias pessoas pra cantarem nelas, mas dessa vez eles se excederam no produto final.

Danger Mouse O CARA do Grey album (Jay-Z + Beatles + polêmica – permissão das gravadoras = sucesso na net) o co-autor de Gnarls Barkley e ainda produtor de albums do calibre de Demon Days do Gorillaz , Modern Guilt do Beck e The Good, The Bad And The Queen (projeto \o/ do cara do Blur que vai ter um post próprio futuramente). Deu pra entender que o cara sabe o que faz.

Depois de produizir Dreamt for Light Years in the Belly of a Mountain de 2007 do Sparklehorse, resolveram se envolver em algo mais ambicioso e pra transforarem em uma experiência única chamaram David Lynch para criar imagens para acompanharem a música lançadas num livro que viria junto com o CD, mas como sempre há um dedo corporativo pra foder tudo, e o album foi impedido de ser lançado, o livro então acompanha um CD-R virgem para usufrui-lo da maneira que desejar conforme as instruções. Coincidentemente! o album foi vazado na internet juntando dois mais dois entenda como você quiser.

Voltando ao album-se é que esse texto vai acabar um dia- temos nos vocais um desfile de cantores top de linha e o Lynch que não faz feio na música titulo. Temos Flaming Lips, Julian Casablancas (Strokes) Black Francis (Pixies) Iggy Pop e James Mercer (The Shins) pra ficar só nos mais famosos, Sparklehorse um Tom Waits moderno, dá o tom melancólico às músicas que formam o album afinal ele se chama Dark Night Of The Soul queria o que? saturday night fever?
Listar algumas músicas seria besteira vale a pena ouvir todo ele e já que não consegui achar um ebook das fotografias vai aí uma folheada do livro pelo youtube.

E a exposição das fotos: http://dlf.tv/2009/dark-night-of-the-soul/

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Por: KFZ.