Yuck – Yuck

yuck

A busca no passado pela sonoridade do futuro é a maior rotina da música atual, o pessoal já está espremendo pra conseguir tirar algo dos anos 60 e 70, os anos 80 estão sempre aí pelas músicas retro-futuristas e finalmente uma década envelheceu e começa a ter seus próprios filhos.

A sonoridade descompromissada dos anos 90 com o pessoal andando de camisa de flanela, jeans rasgado e com a resposta pra todos os problemas do universo: “Faça o que você quiser, nada é importante mesmo”,Gerou um monte de adolescente pós-modernista que consegueriam (talvez pela última vez) juntar o pensamento coletivo da massa jovem dos EUA.

Então por que com Kurt Cobain morto, o Smashing Pumpkins sendo uma sombra do que era e Eddie Vedder só querer saber de Ukeleles motiva um pessoal a buscar essa sonoridade? Saudosimo, essa merda que faz tiozinhos casados e com filho quererem reviver seus momentos de glória de roqueiros e entre outras coisas embaraçosas.

Mas apesar disso esse revival dos anos 90 traz “homenagens” com valor próprio e o Yuck se encontra nessa área que busca novos caminhos em trilhas já caminhadas diversas vezes. Assim eles juntam tudo que aprenderam ouvindo Dinosaur Jr., Pavement, Silversun Pickups e fazem seu som se destacar no mar de albums de 2011, talvez copiando até demais esses caras, mas nada que comprometa esse excelente cd de estréia, uma das melhores de 2011 e acredito que tenham um futuro brilhante se souberem dosar a reconfiguração de suas influências com um som mais autoral.

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Archers of Loaf – White Trash Heroes

Você lembra daquelas pessoas que sentavam no fundo da sala, não falavam com ninguém, não estudavam, na verdade, passavam a maior parte do tempo dormindo, ouvindo músicas das quais você nunca tinha ouvido falar e te olhavam como se estivessem diante de uma pilha de merda? Talvez você até tenha sido uma dessas pessoas (…)

Pois bem, houve um momento na história da humanidade que essas pessoas inundaram as rádios com músicas niilistas e de protesto perante ao certo, ao belo, ao mainstream. O pop encontrou o dadaísmo e de deu origem ao Grunge! Mas como tudo aquilo que apela para as massas cai em desgraça, o grunge não tardou a deixar Seattle e tornar-se pop novamente. Porém algumas bandas ficaram imunes a essa doença capitalista.

Archers of Loaf é uma dessas bandas, algumas pessoas dirão que eles sobreviveram ao mainstream por não serem talentosos, pois eu extrapolaria isso, os próprios membros da banda não sabem que são bons! Quê? Explico (…) Em seu quarto álbum, White Trash Heroes, os integrantes decidiram gravar  as músicas trocando completamente de posição (baterista virando guitarrista, etc) a ponto de admitirem em entrevistas que não eram capazes de reproduzir as músicas no palco por não terem aprendido a tocar elas direito ainda. ISSO é experimentar, sentir, e não se importar com o que vai dar, fazer sua música por que você quer fazer e pronto. As letras de protesto e a qualidade excepcional das composições são conquistas inegáveis deste álbum, mas não tanto quanto a alma sincera da banda.

Archers of Loaf é indie de verdade, não essas bichinhas se fazendo de coitado com clipes super produzidos, até por que o único clipe dessa banda é com certeza o percursor do filme Napoleon Dynamite. Sem mais, AVE à música.

 

Ouça: White Trash Heroes/Web In Front/

 

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Toadies – Rubberneck

Bom dia ventilados!

GRUNGE. Em 1989 em Fort Worth, TX surgiu Toadies. Vou ser sincero, a banda nunca foi muito famosa e nem fez muito por merecer, mas (…) esse álbum, Rubberneck – é sem dúvida um álbum perfeito.

Com seu primeiro álbum esses caras foram ao palco com Red Hot Chilli Peppers, Bush, Butthole Surfers, Supersuckers e White Zombie no ano de seu lançamento. Uma verdadeira promessa. Mas não é por menos, não existe faixa ruim em Rubberneck. Porém quando voltaram para os estúdios a gravadora Interscope faliu e depois de alguns meses a baixista começou a dar birra e a banda acabou (ridiculous).

Aconselho o leitor a ouvir o álbum do começo ao fim com fones de ouvido, sem pausa. Depois que tirar os fones a sensação será de ter saído de um show de rock, ou como ouvi alguém comentando sobre esse álbum, “Não encontro caixas altas o suficiente para ouvir esse som.”, pois se é grunge paulera motherfucker from hell que vcs querem, está aí, sem mais.

 

Ouça: Grooveshark

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Local H – As Good As Dead

Ode ao Grunge.

Local H é um dueto talentosíssimo que surgiu em 1987 na cidade de Zion, Illinois, Scott Lucas e Joe Daniels se conheceram no colégio e montaram uma banda, após tentativas frustradas de arranjar um baixista, Scott resolveu improvisar com acordes de baixo na guitarra e sairam gravando um som do caralho.

Quando comecei esse post conhecia apenas o álbum As Good As Dead de 1997, que ficou relativamente famoso graças ao Hit “Bound to The Floor”, que na onda do Grunge ficou no top 10, porém, descobri que a banda se reinventou ao longo do tempo, lançando outros dois álbuns tão bons quanto este, sendo Pack Up The Cats de 1998 e 12 Angry Months de 2008 (essa é umas das razões pelas quais amo fazer esse blog, no processo me deparo com tanta coisa interessante, alegra meus dias), a banda lançou outras coisas no caminho, mas estes três álbuns são realmente geniais.

Enfim, além da injustiça de ser uma banda esquecida pela mídia de massa, estes também foram prejudicados pelo universo corporativo das gravadoras, em 1998 quando a Polygram  fundiu-se a Universal Records o álbum Pack Up The Cats foi simplesmente deletado e deixou de ser produzido, eu sei (…) é absurdo, mas é também pior, porquê eles não foram os únicos. E ainda me perguntam o porque da minha obsessão pela produção independente de música e arte como um todo.

Retomando o álbum, As Good As Dead é álbum perfeito de Grunge, não há uma única faixa descartável, é ainda mais interessante o conjunto da obra, como se sabe, uma característica clássica do grunge é a montanha russa no ritmo, isso é, aquela baladinha que de repente vira um caos atormentado por guitarras distorcidas, o Local H não só é um adepto dessa técnica, como a transferiu para a evolução deste álbum, as faixas se sucedem uma hora mornas outrora destrutiveís e insandecidas.

Enfim, uma banda que COM CERTEZA, merece ser ouvida a -5db em +watts RMS.

PS: Muito anos 90 o encarte do álbum, hahaha.

 

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…And You Will Know Us By The Trail of Dead – Source Code & Tags

Aqui estou, depois de semanas de reflexão, decidi… Fazer a mesma coisa que eu vinha fazendo. Por mais infeliz que pareça, pelo menos a minha rotina inclui postar nesse blog!!!

… Trail of Dead, além de ser a banda com o maior nome de todos os tempos (não sei se isso é verdade), possuir, desnecessariamente, dois bateristas, é também responsável por um indie rock pesado e de qualidade. Quanto ao nome, a banda diz ter retirado de uma passagem que está presente em cantos Mayas e Egípicios, existe o boato de que os garotos invetaram o nome e descobriram o fato depois… Ah tá! =)

Source Code & Tags é o primeiro álbum da banda e é considerado, por mim e pela crítica em geral, o melhor da banda. Apesar de não conter as duas melhores faixas da banda (na minha opinião mais uma vez) Perfect Teenhood e Worlds Apart. O single que deu origem ao CD é de 1998 e o EP é de 2002. Influências do grunge são perceptíveis, inclusive nos shows, pois a banda segue a tradição do The Who e do Nirvana e destrói quase que todo seu equipamento durante as apresentações. Mas não se engane, … Trail of Dead não é uma dessas bandas de via…, new metal como Creed e Linkin Park que acabaram com tudo que havia restado de bom dos anos 90. O Som da banda é de primeira qualidade, os arranjos são ousados, as partes instrumentais de cada uma faixas em Source Code and Tags sofrem transformações brilhantes, fazendo com que o ouvinte viaje pelo álbum… Ao mesmo tempo que há toda a angústia e o peso de uma banda de heavy grunge, enfim, vale a pena conferir.

Acredito que o fato de todos os integrantes terem cara de looser e da banda nao ter um video decente, contribui para a escassez de fama.

 

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