Pilotpriest – Music From 1990 – 2000 A.D.


Sempre tive um certo preconceito com os anos 80 e seus sintetizadores que acabaram com a música orgânica feita por profissionais e geraram abominações como a New Wave, boy bands e outros tipos de música genéricas e cafonas pra caralho, mas ao mesmo tempo nos deu o Kraftwerk e o Hip Hop além de democratizar a música ao permitir que qualquer um tenha uma banda (bateria, baixo, guitarra) ao alcance de alguns botões de um tecladinho, ou seja vis-à-vis podemos dizer que temos um saldo positivo, mas apenas marginalmente por que eu trocaria qualquer dia toda a inovação dos synths pela não existência do Duran Duran.

Mas não há como mudar o passado querido leitor, por isso vamos nos concentrar nas coisas boas que saem ao se resgastar esse som de synths, como o Pilotpriest, ou Anthony Scott Burns cineasta designer e músico que já fez diversos trabalhos pra MTV sendo que sua musica é frequentemente confundida com a do Daft Punk, bom os robozinhos que dominaram o mundo na companhia de Pharrell Williams com Get Lucky não inventaram esse som, mas devemos admtir que é o nome a ser lembrado ao ouvirmos synthpop misturados com House,  Electro e Rock.

Similaridades a parte, seu trabalho tem seu mérito próprio e não precisa ser defendida, cabe mais aqui ouvir do que falar, apesar de não haver quase vocais nas composições. São trilhas prontas pra qualquer cena, funciona em filme de ação, de ficção científica, romance, comédia ou assistindo as pessoas atravessando a rua enquanto você ouve o som dentro do carro, qualquer coisa, pode testar, aliás além desse trabalho foda, ele tem outro que chama Original Motion Picture Soundtrack que é tão bom quanto o Music From 1990 – 2000 A.D.  mas não está mais disponível no bandcamp para baixar então vou deixar só o Stream dos dois albums.

Compre/Baixe: http://pilotpriest.bandcamp.com


Chromatics – Kill For Love

Vamos amigos a mais uma aventura no mundo do synth, preparem seus tecladinhos, suas roupas futuristas e sua falta de bom senso e vamos nos divertir ouvindo Chromatics.

Imagine que você entrou no Delorean e foi transportado para um filme ambientado nos anos 80, aquela atmosfera sombria acompanhada de vocais etéreos e ao mesmo tempo cheia de sorrisos amarelos e momentos “felizes”, você então entende de onde esses ecos brilhantes estão vindo. É como ir num daqueles clubes da moda, tudo é muito cool, ser normal  que é estranho nesses locais, então observe as luzes de neon usando seu óculos escuros e curta a noite como um ser que abomina a luz do sol.

O album abre ambiciosamente com uma versão própria de My My, Hey Hey (Out Of The Blue) do Neil Young, chamada no disco de Into The Black ,  e vai intercalando momentos de pura introspecção com chamadas para a pista, num épico de 17 faixas que dificulta minha seleção de momentos altos, num album absurdamente consistente apesar da duração. Meio enviesado devido minha predileção por obras que exigem que você se adapte a audição e entre no clima do que você escuta no momento (estou falando de você geração Ipod).

Compre:Amazon

Baixe: Kickass

Telefon Tel Aviv – Immolate Yourself

Desculpem caros ventilados, não há muito o que saudar. Hoje a memória vem à tona, o céu cinza e a garôa são o cenário e Immolate Yourself é a trilha.

New Orleans, Louisiana. A cidade da esbórnia norte-americana, berço da cultura cajun e reduto do jazz também abrigou o que já foi um dos mais brilhantes projetos de música eletrônica que já passaram pela terra.

Joshua Eutis e Charles Cooper (R.I.P) formaram em 1999 o Telefon Tel Aviv. Não há muito o que falar, pois mesmo com 10 anos de estrada, toda sua história está concentrada em apenas 3 albums. Os dois primeiros – Farhenheit Far Enought (2001) e Map of What is Effortless (2004)são bons, mas ao meu ver o dueto pegou a estrada certa apenas no terceiro, Immolate Yourself, esta que infelizmente foi interrompida pela morte da metade chamada Charles Cooper.

Immolate Yourself, é uma das obras mais lindas que já tive o prazer de escutar. Sim, é triste, é carregado de melancolia e sentimento, mas é muito, muito lindo mesmo. Começando por Birds, passando pela icônica You Are The Worst Thing in the World (video) e terminando em Immolate Yourself, o oitentísmo é nítido, a referência ao New Wave/Synth Pop do New Order e afins também fica a vista, mas inacreditavelmente tudo soa fresco e novo, sempre muito bem texturizado e com os glitches característicos do TTA.

 

Aprecie sem a menor moderação.

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Nouvelle Vague – Nouvelle Vague (French Posts)

Resolvi fazer um apanhado de Artistas franceses daí você me pergunta por que? Bom não há um porque, simplesmente ando pensando demais então ouvia um Nouvelle Vague e pensei: “Porra esses artistas franceses são muito bons, o melhor que faço é postar alguns deles no blog”

Daí lembrei que já postei os franceses do Phoenix então não é exatamente o primeiro post do tema e nenhum dos dois cantam em francês WEIRRD.
O que temos em mãos dessa vez é um projeto (DE NOVO!) de dois musicos malandrões que resolveram pegar várias vocais femininos (que inclusive deslancharam carreiras solos) e fazer covers de músicas de artistas famosos dos anos 80 como Joy Division, The Cure, Depeche Mode entre outros. O importante são as interpretações das garotas, cheias de malicía e aquele charme frânces característico, tudo isso na levada da bossa nova “europerizada”: menos gingada e mais lasciva que a velha bossa.
Nouvelle Vague ou Nova onda traz você para o mundo do chanson do séc XXI: cantado em inglês e sem pudores na escolha das músicas, fazendo canções de reflexão, de protesto ou mesmo de insanidade virarem massagem sonora para seus ouvidos.

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Baixe: http://thepiratebay.org/torrent/3599204