Camille – Le sac des Filles/ Le Fil

Dias ensolarados sempre me incentivam a ouvir música francesa, é a inspiração controversa, gosto de curtir o dia enquanto ouço essas belas canções, mas sou impulsionado a querer partilhar essas músicas com vocês caros leitores sendo assim vamos acabar logo com isso.

Vou pegar pesado na seleção então, dois cds de uma vez, achei um torrent especialmente pra isso, ou seja tudo conspira para esse post sair redondo, basta agora você ouvi-los com aquela atenção que os albums postados no Ventiladores exigem. como dizem os caras do J5, “We Put Quality First”.

Nada melhor então do que uma das mais talentosas a passar pelo Nouvelle Vague: lhes apresento Camille, simples assim, sem sobrenome, sem grandes pretensões, só aquela vontade de fazer música acustica e que música, que música.

Camille transforma o arroz e feijão ou melhor o Pot au feu (prato típico francês) em música para não óbvios, a melodia é extremamente bem trabalhada, Le Sac Des Filles, seu primeiro album é mais eclético, há momentos de jazz, de lirismo intimista, mas com ar descontraído, como se o cd tivesse sido feito entre amigos.

Já Le Fil é um album experimental, temos mais camadas em cada composição, há notavelmente uma produção mais caprichada, o que como canso de falar aqui, faz toda a diferença, o som então é elevado a uma categoria diferente, temos até beatbox em meio a acompanhamentos de metais, e percussões extravagantes.

As canções surpreendem em seu progresso, não há uma linearidade tão clara nas canções e os vazios funcionam como um estado de curiosidade do que vai acontecer na música, você perde muito ao não ouvir o album em sequência, um dos motivos desse album nem entrar na minha lista de shuffle, você fica pensando porque parece que a música acabou na hora errada, ou fica aquela vontade de quero mais, that shit is powerful man, escute com paciência.

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Paris Combo – Living Room (French Posts)

French Jam Session! foi a melhor tag que consegui pensar pra essa banda alucinante.

Pense no que acontece quando se junta ska, jazz e chanson, temos uma banda chamada Paris Combo que faz você pensar que está num clube de Swing Jazz dos anos 30, até de repente começar a tocar um ritmo árabe cantado em frânces e no meio disso, está você e seus ouvidos discutindo com seu cérebro, o porquê desse som parecer tão natural apesar dessa mistura de sons.

Paris Combo faz um som intenso, complexo, dinâmico e multifacetado que merece uma audição em sua totalidade E TENHO DITO!

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Louise Attaque – Louise Attaque (French Posts)

Continuando a saga francesa com Louise Attaque :

No Brasil, quando se quer misturar Rock com um ritmo dançante ou nativo, a escolha é o samba claro, assim temos o Samba-Rock, que quando bem executado transforma o samba mais “quadrado”  em uma Jam session regada a improvisações que motiva qualquer perna de pau a tentar uns passos. Na França a pegada é diferente, escolheu-se o chanson pra tal tarefa. Daí em 1997 eles lançam esse album e tornam-se os maiores expoentes do gênero chanson-rock.

E finalmente um artista francês que canta em francês! Gaëtan Roussel vocalista e guitarrista base, vai de canções que parecem poemas declamados a uma displicência quase grunge, além de certa atitude blasé quando conveniente para o vocalista. As guitarras distorcidas tem a companhia do violino, para dar uma cara de chanson no som.

Produzido pelo vocalista do Violent Femmes, Gordon Gano é considerado uma grande influência pelos membros do Louise Attaque  e fundamental para o sucesso do album, que é completissimo e pode ser ouvido sem uma ordem específica, aproveite para sair do loop inglês-português das músicas, mesmo sem não entender bolhufas de frânces é possivel curtir muito o cd.

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Nouvelle Vague – Nouvelle Vague (French Posts)

Resolvi fazer um apanhado de Artistas franceses daí você me pergunta por que? Bom não há um porque, simplesmente ando pensando demais então ouvia um Nouvelle Vague e pensei: “Porra esses artistas franceses são muito bons, o melhor que faço é postar alguns deles no blog”

Daí lembrei que já postei os franceses do Phoenix então não é exatamente o primeiro post do tema e nenhum dos dois cantam em francês WEIRRD.
O que temos em mãos dessa vez é um projeto (DE NOVO!) de dois musicos malandrões que resolveram pegar várias vocais femininos (que inclusive deslancharam carreiras solos) e fazer covers de músicas de artistas famosos dos anos 80 como Joy Division, The Cure, Depeche Mode entre outros. O importante são as interpretações das garotas, cheias de malicía e aquele charme frânces característico, tudo isso na levada da bossa nova “europerizada”: menos gingada e mais lasciva que a velha bossa.
Nouvelle Vague ou Nova onda traz você para o mundo do chanson do séc XXI: cantado em inglês e sem pudores na escolha das músicas, fazendo canções de reflexão, de protesto ou mesmo de insanidade virarem massagem sonora para seus ouvidos.

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