The Beat – I Just Can’t Stop It

Tem dias que a gente se sente, Como quem partiu ou morreu mas eis que chega Ventiladores e manda o destino pra lá.

Nada como ouvir um bom ska 2tone para animar e em matéria de 2tone poucos superam o The Beat, também conhecido pela alcunha The English Beat, para que  ‘MERICANS jogadores de gridiron não confundissem com outras bandas pouco importantes que compartilham o mesmo nome.

Para o afegão médio, 2 tone é o primo rico do ska que nasceu em londres no final da década de 70 e se acha descolado por andar com roupa xadrez e chapéu pork pie. O ritmo incorpora elementos de pop e rock ao som da américa central tornando-se mais agitado no que ficou conhecido como second wave ska. Mais pra frente o ska tornaria a se misturar com outros ritmos especialmente com o punk e o hardcore criando uma tsunami de bandas dispensáveis e outras excelentes, mas isso fica para outro post.

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Curumin – Arrocha

Curumin está de volta 5 anos após Japan Pop Show com seu novo album Arrocha e o cara continua fazendo coisas surpreendentes.

Não precisa ser nenhum expert pra perceber que o novo album está carregado de sons eletrônicos, não que isso já não permeava o som do cara, mas agora esse lado eletrônico praticamente assume o papel de protagonista, jogando o seu funk-samba para coadjuvante, mas é meio contráditório ser purista e dizer que um som  é superior ao outro por serem  filhos híbridos do mesmo pai, um saiu mais elétrico e o outro saiu mais gingado.

Arrocha  é um album curto, apenas 35 minutos, mas isso permitiu um conceito de interligar as músicas ainda mais forte, porque dá tempo de você ouvi-lo de uma talagada só e na ordem correta, com as músicas interagindo o final de uma com o começo da outra pra formar meio que uma ópera tupiniquim.

Como já é clássico em seus discos há participações especiais por todos os lados, a musa da música alternativa brasileira CéU, Marcelo Jeneci, Guizado, Edy Trambone e o colaborador MC Passapusso que escreve Passarinho. Assim ao ouvir o novo cd você pode esperar um pouco do que você já viu do Curumin mas com uma cara mais digital vinda de muitas experimentações feitas em seu lar em São Paulo, considero o album mais denso e menos pretensioso de Curumin, baixa ae caro ouvinte o próprio homem deixou disponível pra galera.

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Amy Winehouse – The Ska EP

A cantora mais controversa da última década não necessita de apresentações, já sua admiração pelo Ska talvez necessite, a moça era uma grande fã do gênero, especialmente da vertente britânica chamada de 2-tone, nome da gravadora que assinava com os artistas  desse revival do ska original durante os anos 70/80, turbinado agora com a adição de Punk, lounge e funk ao som jazzistico e caribenho do Ska.

Amy então gravou 4 canções clássicas do gênero que acabaram saindo somente em um EP, mas sugeria que seu futuro album teria influências de Ska, uma pena ficarmos com essa pequena demonstração do que poderia vir pela frente, mas vamos nos ater ao que nos temos e curtir essas 4 pérolas.

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Toots and the Maytals – In The Dark/Funky Kingston

Senhoras e senhores, o Ventiladores tem o prazer de apresentá-los Toots And The Maytals !!!

Nem só museu vive de passado, afinal isso é totalmente relativo já que um CD lançado ontem já é passado, como dizia Chico Science: “Um passo à frente e você já não está mais no mesmo lugar”. Está então explicado o conceito que quero passar a classe hoje. Música, especialmente a música de qualidade, é atemporal.

Tentamos nesse espaço sempre lembrá-los disso, temos já King Tubby and Soul Syndicates, Tony Allen e agora nesse mural quero adicionar o Toots And The Maytals.
Quem? a experiência de Rock+Ska+Reggae+Funk mais bem sucedida que temos notícia. Frederick “Toots” Hibbert e sua trupe The Maytals sabem o que devem fazer e na medida certa.

Temos então suas duas obras primas uma ao lado da outra: In The Dark e Funky Kingston , escutados nessa  ordem é possivel entender o ensopado do Maytals “engrossando”, apesar de não ser a ordem cronológica, é ainda mais agradável se ouvida dessa maneira. Começamos com músicas de ska bem primárias, enfeitadas com leves toques de baixo mais funkeados, temos um predominio das canções com um discurso positivo sobre tempos duros e finalizamos In the Dark com duas canções chaves 6446 Was My Number e Sailing On. Que preparam para um som praticamente grooveado, aos moldes de James Brown, sem perder o compasso do Ska. Como eles fazem essa mágica? não me perguntem, só ouçam. O Sublime ouviu e fez até cover de 6446

Funky Kingston é praticamente o que aconteceria se o James Brown tivesse nascido na Jamaica ou se o The Wailers escutasse toda a discografia do Sly & The Family Stone. Em Outras palavras. merece no minimo um minuto da sua curiosidade, escute I Can’t Believe e tente não dar um sorriso.

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Paris Combo – Living Room (French Posts)

French Jam Session! foi a melhor tag que consegui pensar pra essa banda alucinante.

Pense no que acontece quando se junta ska, jazz e chanson, temos uma banda chamada Paris Combo que faz você pensar que está num clube de Swing Jazz dos anos 30, até de repente começar a tocar um ritmo árabe cantado em frânces e no meio disso, está você e seus ouvidos discutindo com seu cérebro, o porquê desse som parecer tão natural apesar dessa mistura de sons.

Paris Combo faz um som intenso, complexo, dinâmico e multifacetado que merece uma audição em sua totalidade E TENHO DITO!

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White Rabbits – Fort Nightly

Pois é White Rabbits é praticamente uma extensão das postadas The Walkmen, Tapes ‘n Tapes e Cold War Kids. Então por que diabos estou postando mais uma banda desse estilo? O de sempre, a banda é legal, faz um som firmeza, carregado de ska e piano teatra e isso bastou pra eu me interessar por elal.

Não dá pra adicionar muito sobre o album, já mencionei o estilo da banda e basta uma ouvida pra perceber as semelhanças com as bandas préviamente  citadas. O diferencial da banda é a presença de duas baterias, fazendo o tempo da banda  alcançar o limite tendendo ao infinito de uma batida e você inclusive nem perceber.
Escolhi o Fort Nightly por ser um album mais consistente do que o pop It’s Frightening, apesar de que o single Percussion Gun  estar nesse último e supera todas as músicas deles, é uma daquelas faixas empolgantes entende? não? ouça:

Agora entendeu né, mas não se desespere, eu escolhi esse album exatamente pela consistência e não porque tem uma música legal, pra isso você ouve o cd do Kanye West. Baixe o Fort Nightly pelo prazer de ouvir um cd bom, bem trabalhado e Indie além de tudo.

Todo poder ao indie rock!

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Streetlight Manifesto – Everything Goes Numb

Streetlight Manifesto é uma banda de ska punk de East Brunswick, New Jersey. Chris Paszik, Tomas Kalnoky, Dan Ross, Jim Conti, e Mike Soprano são os membros originais que concordaram em cair na estrada para a turnê e portanto são os que interessam. Todos fazem parte de um movimento que ficou conhecido como 3rd Wave Ska, rápida elucidação do termo, 3rd Wave foi um movimento que começou no ínicio dos anos 80 por bandas influenciadas pelo 2 tone (2nd wave), genêro musical que mistura punk, hardcore e ska. Ska (1st wave) para quem não sabe é um genêro musical predecessor ao reggae que nasceu na Jamaica na decada de 50. Enfim, essas bandas influenciadas pelo 2 Tone começaram a pipocar pelos EUA a banda mais famosa desse movimento foi o The UpTones e na California o Aquabats e Goldfinger, que até hoje tocam mas não mais ska.

Tudo isso foi para dizer que Streetlight Manifesto têm bagagem, especialmente o vocalista e compositor Kalnoky que era líder de uma banda minor do 3rd Wave o Catch 22, junto com os membros do One Cool Guy e outros perdidos, formaram o Streetlight Manifesto. Então temos aqui músicos talentosos e que têm história no ska, juntos para fazer um álbum que retomou o ska nos anos 2000, e que digo de antemão, foram aclamados por críticos e fãs. Já basta para tornar o álbum marcante.

Everything Goes Numb é de 2003, foi gravado independente e distribuido pela label Victory Records, o álbum é essencialmente ska, no sua melhor formas, com trompetes, aquela levada de punk na praia (sempre achei que ska era punk na praia), é claro música de protesto, mas com uma vibe mais positiva, acende um, olha pela janela, talvez vc devesse viver mais (…) é meio essa a idéia que o álbum passa, vc fica com vontade de respirar mais fundo e fazer algo que te lembre que estamos vivos. Ouçam, prometo que não irão se arrepender.

 

Ouça: Grooveshark

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