Chinese Man – Racing With The Sun (French Posts)

Os french posts aqui no ventiladores é uma constatação da qualidade da música francesa, ô paisinho criativo, mas na verdade o lugar funciona mais como uma mecca para gente querendo tranformar sua criatividade em música, porque muitas das vezes esse pessoal não é nem francês de nascença mas encontra lá a razão de se fazer música. Então corrigindo não é um paisinho criativo, mas é um país promotor da cultura daí surgem coletivos como o Chinese Man.

Um quarto Cantonês, dois terços Manchou o “Chinese Man” aparentemente originário das montanhas Wu Tang, não muito longe de Marselha, França resolveu enviar seus discípulos para espalhar o espiríto Zen ao redor do mundo com samples antigos e bass supersônico!

Assim Sly, Zé Mateo (Sim brazuca!) e High Ku deixaram seu mestre prontos para encarar a missão que lhes foi confiada. Misturando Hip Hop old school,samples orientais , funk carioca, reggae e psicodelia lançaram alguns eps e resolveram expandir o rolê, uniram-se a outros produtores e lançaram um selo chamado Chinese Man Records e viraram um verdadeiro exército. Com a ajuda de gente competente pra administrar o selo, os 3 guerreiros puderam se dedicar a espalhar o espírito Zen em festas insanas por toda a europa, na companhia de djs como RJD2 e Sharon Jones.

Destaques para: Saudade / Racing With The Sun / Miss Chang

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Jamaica – No Problem

Primeira coisa antes de tudo: este post não tem nada a ver com Jamaica: País da america central, famoso por suas belezas naturais e maconha…

Jamaica, anteriormente conhecido como Poney Poney é mais uma banda que com parceria de alguns nomes famosos ganhou reconhecimento e é do Justice e do Daft Punk que vêm essa propanda para o Jamaica.

Eu já tinha falado do projeto do Gaspard Augé com o Mr Oizo nesse post, dessa vez é o outro cara do Justice, Xavier de Rosnay que vai mesclar o indie rock com o synthpop pra formar um som dançante, mas ao mesmo tempo propício pra um mosh, temos até a participação de Iggor Cavalera em um dos clipes da banda pra ninguém duvidar que eles fazem rock MESMO. Temos vários efeitinho, mas o som não parece artificial, soa como uma banda moderna. Utilizam uns efeitos pra dar a impressão que o som vem de um rádio, ou misturando o som “elétrico” do Daft Punk em um solo de guitarra.

A ascensão e queda dos caras é meio espantosa, no espaço de 1 ano do lançamento de No Problem Antoine e Flo (a dupla inicial) explodiram, ganharam uma legião de fãs indies e tiveram uma repentina sucessão de problemas devido a Flo  ter utilizado drogas pesadas na américa do sul e perdido completamente o senso de realidade, enquanto isso Antoine foi preso, vejam esse video que explica melhor a trajetória da banda, com uma das melhores músicas deles de fundo I Think i Like U 2

Ficamos então com essa obra única deles, o que torna ela ainda mais especial e nos deixa pensando o que eles ainda poderiam ter feito, bom até o Arnaldo Baptista ainda compõe, quem sabe eles um dia voltam.

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Ouça:Cross The Fader / When Do You Wanna Stop Working

Camille – Le sac des Filles/ Le Fil

Dias ensolarados sempre me incentivam a ouvir música francesa, é a inspiração controversa, gosto de curtir o dia enquanto ouço essas belas canções, mas sou impulsionado a querer partilhar essas músicas com vocês caros leitores sendo assim vamos acabar logo com isso.

Vou pegar pesado na seleção então, dois cds de uma vez, achei um torrent especialmente pra isso, ou seja tudo conspira para esse post sair redondo, basta agora você ouvi-los com aquela atenção que os albums postados no Ventiladores exigem. como dizem os caras do J5, “We Put Quality First”.

Nada melhor então do que uma das mais talentosas a passar pelo Nouvelle Vague: lhes apresento Camille, simples assim, sem sobrenome, sem grandes pretensões, só aquela vontade de fazer música acustica e que música, que música.

Camille transforma o arroz e feijão ou melhor o Pot au feu (prato típico francês) em música para não óbvios, a melodia é extremamente bem trabalhada, Le Sac Des Filles, seu primeiro album é mais eclético, há momentos de jazz, de lirismo intimista, mas com ar descontraído, como se o cd tivesse sido feito entre amigos.

Já Le Fil é um album experimental, temos mais camadas em cada composição, há notavelmente uma produção mais caprichada, o que como canso de falar aqui, faz toda a diferença, o som então é elevado a uma categoria diferente, temos até beatbox em meio a acompanhamentos de metais, e percussões extravagantes.

As canções surpreendem em seu progresso, não há uma linearidade tão clara nas canções e os vazios funcionam como um estado de curiosidade do que vai acontecer na música, você perde muito ao não ouvir o album em sequência, um dos motivos desse album nem entrar na minha lista de shuffle, você fica pensando porque parece que a música acabou na hora errada, ou fica aquela vontade de quero mais, that shit is powerful man, escute com paciência.

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Télépopmusik – Genetic World

Howdy, para hoje temos Télépomusik, música para massagear os ouvidos.

Télépomusik é um trio francês de música eletrônica, mais especificamente downtempo. Seus trabalhos ganharam algum reconhecimento pela mídia amercana, chegando até mesmo a concorrer ao Grammy.

Seu primeiro álbum, Genetic World, é absolutamente genial e também o mais famoso, todas as faixas são incríveis, a infinitude de instrumentos utilizados, os vocais fazem sua alma transcender… A faixa Last Train to Wherever faz parte da trilha sonora da 3a temporada de Nip Tuck, a letra dessa música é muito brisa.

Enfim, é do caralho, baixem, oucam, gozem.

PS: Herr Dunkle, chupa! hahaha

 

Ouça: Grooveshark

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Não sabe baixar Torrents? não tenha vergonha seu analfabeto, ninguém vai saber se você usar nossa seção de HELP

Paris Combo – Living Room (French Posts)

French Jam Session! foi a melhor tag que consegui pensar pra essa banda alucinante.

Pense no que acontece quando se junta ska, jazz e chanson, temos uma banda chamada Paris Combo que faz você pensar que está num clube de Swing Jazz dos anos 30, até de repente começar a tocar um ritmo árabe cantado em frânces e no meio disso, está você e seus ouvidos discutindo com seu cérebro, o porquê desse som parecer tão natural apesar dessa mistura de sons.

Paris Combo faz um som intenso, complexo, dinâmico e multifacetado que merece uma audição em sua totalidade E TENHO DITO!

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Louise Attaque – Louise Attaque (French Posts)

Continuando a saga francesa com Louise Attaque :

No Brasil, quando se quer misturar Rock com um ritmo dançante ou nativo, a escolha é o samba claro, assim temos o Samba-Rock, que quando bem executado transforma o samba mais “quadrado”  em uma Jam session regada a improvisações que motiva qualquer perna de pau a tentar uns passos. Na França a pegada é diferente, escolheu-se o chanson pra tal tarefa. Daí em 1997 eles lançam esse album e tornam-se os maiores expoentes do gênero chanson-rock.

E finalmente um artista francês que canta em francês! Gaëtan Roussel vocalista e guitarrista base, vai de canções que parecem poemas declamados a uma displicência quase grunge, além de certa atitude blasé quando conveniente para o vocalista. As guitarras distorcidas tem a companhia do violino, para dar uma cara de chanson no som.

Produzido pelo vocalista do Violent Femmes, Gordon Gano é considerado uma grande influência pelos membros do Louise Attaque  e fundamental para o sucesso do album, que é completissimo e pode ser ouvido sem uma ordem específica, aproveite para sair do loop inglês-português das músicas, mesmo sem não entender bolhufas de frânces é possivel curtir muito o cd.

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Nouvelle Vague – Nouvelle Vague (French Posts)

Resolvi fazer um apanhado de Artistas franceses daí você me pergunta por que? Bom não há um porque, simplesmente ando pensando demais então ouvia um Nouvelle Vague e pensei: “Porra esses artistas franceses são muito bons, o melhor que faço é postar alguns deles no blog”

Daí lembrei que já postei os franceses do Phoenix então não é exatamente o primeiro post do tema e nenhum dos dois cantam em francês WEIRRD.
O que temos em mãos dessa vez é um projeto (DE NOVO!) de dois musicos malandrões que resolveram pegar várias vocais femininos (que inclusive deslancharam carreiras solos) e fazer covers de músicas de artistas famosos dos anos 80 como Joy Division, The Cure, Depeche Mode entre outros. O importante são as interpretações das garotas, cheias de malicía e aquele charme frânces característico, tudo isso na levada da bossa nova “europerizada”: menos gingada e mais lasciva que a velha bossa.
Nouvelle Vague ou Nova onda traz você para o mundo do chanson do séc XXI: cantado em inglês e sem pudores na escolha das músicas, fazendo canções de reflexão, de protesto ou mesmo de insanidade virarem massagem sonora para seus ouvidos.

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