The Books – The Way Out

Yo.

Então, eu eventualmente em meio as turbulências e quasi-incêndios e irracionalidades da vida diária lembrei de postar algo á vocês, embora eu não saiba quem vocês sejam…

Enfim queridos desconhecidos, venho ouvindo este álbum ja tem algum tempo, e acho que eu nunca me pus a escrever sobre ele justamente porque tive a impressão de nunca terminar de ouvi-lo. Metaforicamente falando, seria tipo ser tragado pra dentro de uma máquina de lavar; você começa num banho de imersão, depois começa o ciclo de lavagem, ai do nada a maquina centrifuga e te joga de molho denovo, e quando você se liga do que se passou, todo o sarcasmo do disco se transforma naquele leve sorriso que permeia os cantos da sua boca; e é por ai, embora possa não ser isso que aconteça. Lembramos que o Ventiladores não se responsabiliza se você não entrar na brisa ou errar na dose, é por sua conta e risco e openmindness.

Enfim, eu poderia ficar aqui dixavando mais e mais palavras e liando frases e frases e mais frases tentando explicar mais analiticamente o trabalho destes dois americanos doidões, mas um cara da pitchfork que ganha pra fazer isso (ou não) obviamente foi mais capaz e me deixou livre deste fardo para poder gastar as pontas dos dedos escrevendo bobagem, deixando vocês propositalmente sem ar no final das frases por conta da consistente e insistente falta de virgulas nos meus atuais mini-textos.

Pois bem:

“The Books have a terrific sense of humor– and it makes The Way Out, an album built on eccentric vocal samples, a good-natured discovery instead of a cheap piece of mockery. Imagine if a blog had posted these clips of goofball hypnotherapist and meditation consultants, or found a tape of a boy and a girl swapping violent threats with each other: You’d chuckle and move on. But when the Books use these samples, they give them integrity. You find yourself engrossed with people who are alien but also familiar. The flotsam and jetsam of American culture aren’t a cheap joke to the Books, but a source of endless discovery and joy.”

Anyway, se você procura deleite auditivo, album errado, aqui eles só querem foder com a sua mente.

Experimental level unbelievable.

 

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Baixe: TPB

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I gonna rip your head off (Oh… poor yankees infants).

Adios.

Dedicado ao Mr Yuri que mantém o blog alive like Daft Punk.

Ratatat – Classics

Boa tarde pessoas que gostam de música! Se não estiver equivocado em  afirmar que você gosta de música, devo então enfatizar que você veio ao lugar certo! Antes que você me acuse de esnobe permita que eu elabore (…) Ao escrever um blog sobre música, especialmente algo tão eclético como é a proposta do Ventiladores’ é evidente que sempre me deparo navegando pela infinidade de blogs que existem sobre o assunto, e não poderia ser diferente, música sempre intrigou ao ser humano e é palpável para qualquer um capaz de ouvir.

Mas nem todos os blogs dedicam-se a música por si, não há uma critica aqui, mera observação, muitas vezes estão presos a uma atmosfera, a uma cena específica, uma moda ou a uma sonoridade particular, e isso não é um defeito, mas sim, nem todos sorriem e deleitam-se em deparar-se com qualquer som que expresse criatividade e alguma musicalidade na sua forma pura e/ou aguçada, falo isso em nome de todos que escrevem esse blog comigo, não estou a vangloriar a todos, claro que existem muitas outras fontes com mais variedade e com certeza com uma maior quantidade de indicações, assim como também pessoas com mais tempo,  geralmente que vivem o meio artístico e quando não, que recebem para tanto =)

Mas esse blá blá todo não é só para puxar o meu próprio saco e dos meus colegas, têm um fato escondido nas entrelinhas, eis que hoje eu estava procurando algo legal para postar e dentre garimpar entre meus álbuns e ler as novidades me deparei com Ratatat, que nem estava entre algo que eu já havia escutado ou é uma novidade, e pior, está classificado no genero Eletrônica, calma! eu sei que você ama seus beats and bytes, mas sou sincero, tenho um pouco de resistência à música eletrônica, por razões diversas, mas principalmente porquê é comum que as composições tornem-se repetitivas e estéreis criativamente, e também porquê perdi um amigo para a música eletrônica, tocavamos guitarra na juventude até o dia em que ele comprou um mixer e só queria viver de beats, bytes e baladas, LOL.

Mas meu preconceito às vezes é completamente demolido pela criatividade dessas criaturas abençoadas que chamamos de músicos, amém. E Ratatat é isso! Não é aquela música eletrônica comum da baladinha da esquina. Esse duo de Nova Iorque vai te transportar, vai capitanear seus ouvidos por construções sonoras minuciosas, desde um papel amassando a uma cadeira arrastando, tudo aqui vai virar uma experiência musical criativa e empolgante.

No álbum Classics de 2006 não espere ter seus ossos esmigalhados como o Justice gosta de fazer ou que seu cérebro vire papinha como é de costume com o Animal Collective, espere um pouco mais numa outra direção, deixe-se levar pelos sons, feche os olhos por favor! Injustamente a mídia deu mais atenção para os dois álbuns de remixes de músicas de gente famosa, mas a razão disso está na palavra-chave ‘famosas’, eu ouvi tudo dessa banda, os remixes são excelentes, mas a genialidade está mesmo transposta em suas composições originais e em Classics você é presenteado com 10 faixas de êxtase sonoro, mas não deixe de conferir o resto que eles fizeram, porquê não tem nada inferiror no histórico dos rapazes. Sem mais crianças, divirtam-se ‘cause life is dam tough and short =)

Ouça: Lex / Wildcat

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Não sabe baixar Torrents? não tenha vergonha seu analfabeto, ninguém vai saber se você usar nossa seção de HELP

Télépopmusik – Genetic World

Howdy, para hoje temos Télépomusik, música para massagear os ouvidos.

Télépomusik é um trio francês de música eletrônica, mais especificamente downtempo. Seus trabalhos ganharam algum reconhecimento pela mídia amercana, chegando até mesmo a concorrer ao Grammy.

Seu primeiro álbum, Genetic World, é absolutamente genial e também o mais famoso, todas as faixas são incríveis, a infinitude de instrumentos utilizados, os vocais fazem sua alma transcender… A faixa Last Train to Wherever faz parte da trilha sonora da 3a temporada de Nip Tuck, a letra dessa música é muito brisa.

Enfim, é do caralho, baixem, oucam, gozem.

PS: Herr Dunkle, chupa! hahaha

 

Ouça: Grooveshark

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The Matrix – Music From The Motion Picture

Olá queridos e gloriosos leitores e leitoras. Antes de começar, nada melhor do que apresentar minha pessoa à vocês, visto que sou o mais novo membro desta familia de resenhadores de musica que não tem o que fazer da vida.

Sendo breve: Sou alguém que gosta demasiadamente de musica eletrônica e, obviamente, aqui escreverei sobre musica eletrônica. E das mais diversas, interessantes, acidas, neutras, sujas ou imundas, desde que tenha espirito, conceito e atitude.

Vou fugir do padrão e vou começar com algo que não seja de pura eletrônica conceitual e sem noção, pois seria uma crueldade da minha parte. Sendo assim, escolhi uma das meninas dos meus olhos pra compartilhar nesta Jukebox de letras.
“The Matrix – Music From The Motion Picture” é simplesmente uma compilação das musicas que fazem parte da trilha sonora do filme, formando uma salada de fruta retardada, com guitarras distorcidas, vocais do fundo do peito e beats demolidores. Resumindo, é uma caixinha de surpresas muito, mas muito agradavel.

Sim, o album tem muita coisa fora do domínio eletrônico, a exemplo dos metaleiros californianos do Deftones, que aparecem com “My Own Summer” no album, ou então pelo Rage Against the Machine, com sua maravilhosa mistura de Rock com Funk e Hip-Hop em “Wake Up”. Mas isso é só um detalhe, até porque se tratando da arte de fundir rock, metal, eletrônico e barulho, esse album é o mestre, é o faixa preta, é o ninja, é o Jiraya de todos albums.

Agora falando sobre a parte eletrônica, embora todas as faixas sejam excepcionais e tenham seu charme característico, para não me prolongar exageradamente, separei duas em especial para vocês.
A primeira é dos ingleses do Meat Beat Manifesto, a “Prime Audio Soup”, um Big Beat de exorcisar os demônios com uma pegada de Rave Music que infelizmente não existe mais em lugar nenhum. A atmosfera da faixa é meio “viajeira”, com umas horas mais tensas, ácidas e barulhentas… Horas só de beat e umas pitadas de turntablism em algumas viradas completam o pacote dessa sopa de audio. Coisa-de-loko!

A segunda é do Lunatic Calm, também britânico, que aparece nessa compilação com “Leave You Far Behind”.
Coincidentemente outro Big Beat, com muito mais barulho e muito mais distorção, porém com a mesma alma de Rave Music da decada de 90.
Não há muito mais o que falar dela, a não ser que foi trilha sonora de uma porrada de filmes dos mais diversos possiveis, como “O Chacal”, “As Panteras”, “Homem Aranha 1” e “Tomb Raider”.

Enfim… Ponha seu capacete e delicie-se. Essa faixa é o caos.

O resto do album não deixa por menos. Todas as faixas são fantásticas e, se pudesse, falaria de cada uma detalhadamente. Mas pra que ler e estragar a surpresa se você pode degustar cada faixa e ter uma surpresa atrás da outra?

Amazon: http://www.amazon.com/Matrix-Music-Motion-Picture/dp/B00000IFW8/ref=sr_1_1?ie=UTF8&s=music&qid=1269275975&sr=1-1

Torrent: http://thepiratebay.org/torrent/5072853/The_Matrix_Soundtrack_%5BFirst__Second__amp__Third%5D_%5BSvC%5D (Soundtrack Completa)

Move that ass, bitch! Pump up the volume!

Por: Herr Dunkle