Combo X – A Ponte

São Benedito, sempre preocupado com os mais pobres do que ele, aqueles que não tinham nem o alimento diário, retirava alguns mantimentos do Convento, escondia-os dentro de suas roupas e os levava para os famintos que enchiam as ruelas das cidades. Conta a tradição que, em uma dessas saídas, o novo Superior do Convento o surpreendeu e perguntou: “Que escondes aí, embaixo de teu manto, irmão Benedito?” E o santo humildemente respondeu: “Rosas, meu senhor!” e, abrindo o manto, de fato apareceram rosas de grande beleza e não os alimentos de que suspeitava o Superior.”

Bem amigos do Ventiladores, eis que vos trago boas novas vindas de Pernambuco! terrinha de Gilmar Bolla 8 da Nação Zumbi e voz nesse projeto paralelo, que parece ser uma constante para os integrantes da antiga banda de Chico Science, assim como Pupillo que atua como produtor, Dengue que toca no 3namassa e Sonantes, Lúcio Maia que gravou solo como Maquinado e Gustavo da Lua com seu Afrobombas sem disco lançado ainda formam uma ramificação enorme que só enriquecem mais esses prolíficos músicos, já que nem sempre cabe a estética nem o número de canções na banda principal, que depois do 3º disco parece estar meio perdida em meio a tantas agendas separadas

Bolla 8 adotou o projeto que era uma espécie de bloco para o carnaval da comunidade de Peixinhos em Olinda e passou a compor algumas idéias, em cima de Voz e percussão, Ele volta ao Manguebit old school, moleque, de “raiz” em A Ponte como formar de homenagear o saudoso Chico Science mas também com as diversas participações, produções e mixagens diferentes, cada faixa tem uma “cor” única que torna o disco meio doido e nos dá um resultado sensacional, um disco para fãs de Maracatu, Funk, Rock, Rap e claro da Nação.

Baixe:<a href="http://www.mirrorcreator.com/files/0VFM8NPU/Combo_X_-_A_Ponte.zip_links

Vários Artistas – Mulheres de Péricles

Confesso que só conhecia de nome Péricles Calvancati e o projeto só me chamou atenção pelo naipe das mulheres que cantariam suas canções, figuras que perambulam os posts do Ventiladores como Karina Buhr, Tulipa Ruiz e CéU. Logo pensei – “Coisa Boa tem aí”, resolvi dar uma ouvida e confirmei minhas suposições ao ver a qualidade dos arranjos e as belas letras de Péricles.

Claro que por ter uma vasta diversidade de cantoras nem tudo é ouro, mas sem grandes dificuldades os momentos bons superam os ruins, apresentando a obra do cantor às novas gerações com uma embalagem que caminha entre o pop,rock, blues e a MPB escolhidas a dedo por sua filha Nina Calvanti porém dando total liberdade para as intérpretes e as bandas de fazerem  as músicas soarem frutos autênticos de cada cantora, um mero empréstimo e homenagem saidos da cabeça do DJ Zé Pedro, grande fã do trabalho de Calvanti e o melhor de tudo deixou disponível o download do album na faixa no site.

Baixe:Aqui

link retirado do site http://www.mulheresdepericles.com/

Los Sebosos Postizos – Los Sebosos Postizos interpretam Jorge Ben (tweet post)

Já tinha adiantado esse projeto parelelo aqui, mas agora eles lançaram um album propriamente dito e não um bootleg de uma de suas apresentações ao vivo, consolidando 14 faixas com versões de canções de diversos albums do Zé Pretinho em especial as décadas de 60 e início da 70.

Imperdível para fãs de Jorge Ben e de música brasileira.

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Baixe: Uploaded (link retirado do baixando fácil)

Apollo Nove – Res Inexplicata Volans

Apollo, o Deus grego que trazia e levava embora o Sol na sua carruagem, patrono da música e da poesia, foi usado como inspiração para o projeto espacial mais famoso de todo os tempos o projeto Apollo que com sucesso fez dois americanos pisarem na lua, mas esse Deus grego aparentemente também inspirou a alcunha desse produtor brasileiro um pioneiro da chamada “nova MPB” que resgata ritmos clássicos e os trazem para a degustação das novas gerações.

Após o lendário são paulo confessions do finado Suba, uma nova onda de experimentação musical pipocou no Brasil, sendo um dos seus primeiros frutos esse album de 2005/2006 cheio de participações especiais como a já ilustre CéU, o agora “bacana” Seu Jorge, Fred 04 do Mundo Livre S/A e Pupilo da Nação Zumbi. Com esse elenco é difícil fazer um trabalho ruim, mas Apollo é quem dá o tom ao trabalho.

Com uma preferência de utilizar sons mais sofisticados, relaxantes, com aquela levada que hora lembra o jazz, hora a bossa e na parte eletrônica o downbeat do trip-hop e da ambient music criando uma obra única, que não tem espaço nas rádios atuais, mas mostra que há um bom tempo existe inovação no meio musical brasileiro, mas a necessidade da rentabilidade torna esses sons marginalizados do grande público, a internet está aí, para se não combater essa tendência emburrecedora da música, pelo menos para dar voz a alternativa.

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Baixe: Mirrorcreator

Mike Patton – Mondo Cane (tweet post)

Eu não exatamente acompanhei o rock in rio 2011,  mas como uma pessoa que presta atenção nas sugestões dos outros, fiquei curioso ao saber que o Mike Patton cantou com a orquestra de Heliópolis. Eu já sabia de alguns dos milhares projetos dele – pra quem não sabe quem é o Mike Patton ele ficou famoso cantando junto com o Faith No More, banda de rock/metal experimental – mas este  de  reinterpretar canções pop italianas da década de 50, 60  e 70 me era desconhecido.

O negócio por mais pastelão que pareça, ficou bom de verdade, ainda mais com a ajuda de Daniele Luppi  um dos grandes nomes atuais da criação de trilhas sonoras ajudando na criação dos arranjos pra transformar em uma verdadeira experiência auditiva esse album tão divertido e bem feito, dá até vontade de aprender italiano pra cantar junto as letras animadas.

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Maximum Balloon – Maximum Balloon

O que acontece quando o funk encontra o synthpop? seria a trilha sonora de um filme B estilo exploitation da década de 70 com aliens explodindo a terra enquanto há uma montagem feita em um clube de dança? O destino da terra seria decidido por quem vencer esse combate na pista de dança. Aliens prateados de um lado, seres humanos vestindo calças bocas de sino do outro.

Não entendeu nada? é porque estamos falando de um projeto paralelo de um dos integrantes do TV On The Radio.

O guitarrista e produtor David Andrew Sitek resolveu pegar o clima de bleeps, putz putz, zing! do synthpop do TV On The Radio e esquecer um pouco do free jazz e focar no funk para criar faixas muito mais dançantes que alternam entre uma balada futuristica e os globos prateados da era de ouro da disco e do funk. Em algumas faixas dá até pra imaginar passinhos coreografados que seu pai fazia e só vai admitir no túmulo, ou ele ainda faz isso e te envergonha constantemente em festas de familía quando rola o cd do Tony Tornado.

Como todo bom guitarrista que não sabe cantar, ele chamou várias pessoas pra fazer isso por ele ou seja, vários convidados legais, tipo a querida dos indies Karen O do Yeah Yeah Yeahs e a ex vocalista do Shivaree Ambrosia Parsley e o pau pra toda obra David Byrne de um tal de Talking Heads.

O produto final é uma mistura de LCD Soundsystem, Bat For Lashes  e uma pancada de outros sons que não fogem muito da fórmula: vocalista diferente + sons eletrônicos psicodélicos + batidas de house * FUNK music, vale muito a pena, principalmente pelo capricho na produção.

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Ouça Groove Me / Communion / Pink Bricks

Mr Oizo & Gaspard Augé(Justice) – Rubber OST

Ahh esses europeus, cada um mais louco que o outro, mas vira e mexe eles trombam no muro do limite da insanidade e prontamente quebram ele sem a menor cerimônia. Mr Oizo( pronuncia-se Mounsieur Wah-zoh) deve ter tido uma infância perturbadora, nenhum psicotrópico justifica tamanha viagem numa película de cinema.

Oi?… pera um pouco Rewinding (<<) para uma memória menos recente.

Fiquei pensando como descrever esse filme (Rubber) sem assustar o leitor, nenhuma idéia foi boa o suficiente então assiste ae:

Você viu o mesmo que eu vi? eu prefiro pensar que isso é coisa da minha cabeça. Ninguém em sã consciência filmaria isso é absurdo demais, mas esse é Mr Oizo, o cara por trás de outra divertidissima (e levemente menos absurda) peça que acabou virando uma série de comerciais da Levi’s protagonizado pelo carismático Flat Eric, Um Fantoche que curte uma música eletrônica viciante.

Esse produtor musical então resolveu fazer a trilha sonora do seu filme sobre sua roda de carro animada com poderes psiquícos que aliás tem até nome: Robert e chamou ninguém mais ninguém menos que outro “frito” da música francesa Gaspard Augé do Justice que já postamos aqui no blog. Qual o resultado? 30 minutos de puro ludismo eletrônico: Temos desde o som clássico do Mr Oizo até o bass alucinante do Justice e seus característicos crescentes, mas não falta experimentos com instrumentos tradicionais como violinos e pianos além de batidas completamente industriais e efeitos de conexão de telefone discado, daí eles voltam e resolvem pôr um beat por cima de um assobio e você já não sabe mais onde você parou porque o clima do album comeu seu cérebro e você fica se perguntando se sua mesa de jantar vai explodir sua cabeça.

Esses franceses pegam pesado, dá pra dizer que a França é o equivalente ocidental das loucuras dos japoneses, se você investigar muito a cultura “underground deles você vai acabar endoidando de vez. Grau 5 de letalidade, nível Lynch de maluquice mas ótimo pra esmagar seus neurônios, mas de uma maneira boa.

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Baixe: The Piratebay 
Ouça: Everything Is Fake / No Reason /Rubber