Rodriguez

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Ele segue sua apresentação em um bar mal iluminado e sujo, o som não está bom, o ambiente não é bom, as pessoas reclamam, mas ele permanece inabalado pelos assovios e desencorajamentos lançados a sua pessoa, nada vai impedi-lo de finalizar aquela miserável apresentação. Sua gravadora o abandonou, seu segundo album foi um fracasso retubante exatamente como o primeiro. Clarance Avant, dono da Sussex Records, dolorosamente caçoa do pobre homem dizendo que ele deve ter vendido uns 6 albums em todo o Estados Unidos. Ao final do show, Sixto Rodriguez agradece a platéia, despeja um galão de gasolina em seu corpo e se incendeia em frente a perpléxa platéia.

Outras versões dizem que Rodriguez teria dado um sorriso aos presentes enquanto puxava o gatilho do revólver ou ainda que ele teve seu fim numa overdose na cadeia, ninguém sabe ao certo o que realmente aconteceu, somente que ele desapareceu como uma névoa desaparece com o calor do sol, da mesma maneira que ele surgiu: incógnito e misterioso. A figura desse filho de imigrantes mexicanos de Detroit tornou-se uma lenda, sua voz penetrante estilo Michael Stipe, seu inseparável óculos escuro e uma pinta de rockstar tornam-o inconfundível, mas seu verdadeiro valor está em sua poesia, canções com toques de folk, blues e rock em versos geniais sobre o submundo das classes marginalizadas originadas no espírito melancólico da dura realidade das ruas de Detroit.

A história de Sixto Rodriguez é contada no documentário vencedor do Oscar, “Searching for Sugar Man”  mostrando como esse espécie de “Cartola americano”  tornou-se um dos mais influentes e reconhecidos cantores do movimento Anti-Apartheid da Africa Do Sul, pela forma como ele tratava temas controversos e que eram considerados tabu num país isolado do mundo censurados através da força por um governo fortemente militarizado. Nesse ambiente em que TVs e rádios eram controlados com punhos de ferro as canções de Rodriguez eram como hinos subversivos para os oprimidos pelo governo e fizeram com que mais de 500 mil cópias de seu album Cold Fact fossem vendidas na África do Sul enquanto permanecia um desconhecido na terra do Tio Sam.

Nada mais justo então do que adicioná-lo ao Hall de posts do Ventiladores e talvez incentivá-lo a assistir ao tocante documentário Searching For Sugar Man

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