Baden Powell & Vinícius de Moraes – Os Afro-Sambas

Esse LP foge bastante dos albums costumeiros do blog, mas como estou numa pegada de ouvir músicas que fazem parte da minha biblioteca há bastante tempo e não é a primeira vez que coloco um clássico aqui, vou fazer uma homenagem aqui a um dos meus albums favoritos, um divisor de águas da MPB e uma das obras primas da música brasileira.

O nome Vinícius de Moraes é praticamente um ícone, se eu disse pra alguém que estava ouvindo Vinícius a pessoa já sabe do que eu estou falando. Baden Powell, bom você precisa ter pelo menos 30 anos pra esse nome ativar sua memória, ou gostar de ouvir clássicos como é meu caso e acredito que é o de muitos dos nossos leitores, afinal ninguém vive da melhor banda de todos os tempos da última semana.

Mas, voltando ao album, só a história por trás dele daria um post:

Vinícius foi presenteado com um disco de canções de sambas de roda e candomblés da Bahia por seu amigo Carlos Coqueijo Costa, ao ouvir aqueles sons ele descobriu um novo mundo da música brasileira que nunca havia explorado. Apresenta o disco ao seu  recente novo parceiro Baden que durante 3 meses  cercados de 20 caixas de Whisky Haig’s (algo na média de 2 garrafas e meia por dia ) compõem canções e falam sobre a Bahia, assim Powell também se encanta com o sincretismo religioso e a proximidade com o canto gregoriano daquele disco, fazendo uma visita posteriormente a terra de Ruy Barbosa. Essencial para descobrir a origem daqueles sons tão hipnóticos.

Após Visitas a terreiros e rodas de capoeira guiado pelo Mestre capoeirista Canjiquinha que serve como intérprete das canções tradicionais africanas, Baden volta ao rio com a bagagem certa para criar o clássico Afro-Sambas, uma mistura de violão clássico, samba e ritmos africanos que dão o toque místico que faz o album tão poderoso e inédito.

O resultado foi esse disco gravado de forma bem pouco profissional com todos os participantes bêbados num estúdio abarrotado de bebida com suas namoradas fazendo pontas junto com as lavadeiras nas canções, Mas nada disso incomoda, os arranjos de Guerra Peixe são tão bons, o quarteto em Cy é famoso por ser afinadissimo não importa a situação e Vinícius não é Vinícius sem um copo de Whisky claro.

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Só achei no soundcloud a regravação de 1990 que é bem mais “limpa” e sem graça principalmente pela ausência do Vinícius, mas dá pra ter uma idéia de quão bom é a original

Baixe: The Piratebay

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