Apparat – Walls


Olá caros ventilados..!
Enquanto você provavelmente está naquela ressaca macadâmica implorando pro engov fazer efeito e sua dor de cabeça sumir, sim, há alguém preocupado com o bem estar dos seus ouvidos! Então pegue seu garrafão d’água e vamos lá.

Sasha Ring, também conhecido como Apparat, alemão, reside atualmente em Berlim, mas nada disso faz sentido quando você olha pra uma foto dele. Pra mim ele é cidadão da LaLaLand, faz a barba 1 vez por mês e está pouco se fodendo para qualquer coisa além da música e do seu label, a Shitkatapult (hahaha!). Começou como um “rave kid” cabeçudo produzindo techno, até que certo dia pirou, cansou do “4 to the floor” (ou o famoso Putz Putz Putz Putz) e foi causar nos derivados da Ambient Music.

Já ativo desde 1996, possui seis albums e alguns bons EPs em sua discografia, alguns deles em participações conjuntas com Modeselektor e Ellen Allien, a matriarca louca fundadora da BPitch Control. Em 2007 lançou seu até então último álbum solo, chamado Walls, e é sobre ele que iremos falar hoje.

Eu ouço este álbum há mais de um ano.. Meu contador do iTunes tá marcando 42 audições completas e, belive it or not, pra mim continua sendo um álbum novo. Até porque sou um dos partidários que música eletrônica geralmente é chata e não tem o “toque humano”, mas nesse album é tudo diferente, e beeeeem diferente mesmo.

Imagine que cada sonzinho é um objeto qualquer, digamos, o banjo indie-folk do KFZ. Há quem use o objeto pro fim que ele foi construído (tocar o banjo, por exemplo), mas há quem pegue esse objeto, digamos, o banjo, e transforme ele em um ventilador de teto USB (?!).
Haaaaaaa! É exatamente ai que o toque humano entra… Não só nas extensas alterações que cada som sofreu, mas também pela nítida sensação de que cada instrumento foi tocado por uma pessoa, com seus pequenos erros de sincronía, e não na perfeição rítmica de uma máquina.

Walls é o retrato musical da frase Apparatiana “[I’m] more interested in designing sounds than beats” por estes motivos que eu falei. É uma obra da música eletrônica que quebra todos os estereótipos já impostos. Pra quem procura textura, acho que o único álbum páreo seria o “Merriweather Post Pavilion” do Animal Collective, porém com um menos de LSD e mais bipolaridade “prozacquiana-alcoólica”. Prefiro não classificar o som, mas pra você que quer ter um rumo técnico, a solução genérica é uma mistura de Ambiental, IDM, Downbeat e Glitch Music, embora possa sair qualquer coisa muito louca de um caldeirão com essas coisas.

E não dá pra deixar de lado os vocais, com duas boas participações de Raz Ohara, além do próprio Apparat cantando em um estilo que lembra Thom Yorke e Sigur Rós. Vai a palhinha dele cantando em Arcadia, melhor do álbum na minha opinião.

Enfim, sente-se, ouça e mergulhe na parede.
Happy hangover.

Compre: http://www.amazon.com/Walls/dp/B001TZFVB8/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1293923614&sr=8-1

Baixe: http://thepiratebay.org/torrent/3706069/Apparat_-_Walls_(2007)

6 comentários sobre “Apparat – Walls

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