Arctic Monkeys – Whatever People Say I’m, That’s What I’m Not

Em terceiro lugar, Arctic Monkeys. Cheers Mate.

Antes de falar sobre a qualidade músical do Arctic, eu gostaria de falar o que eles representam. Arctic Monkeys surgiu em 2003, Alex Turner e seus amigos ainda estavam no colégio, suas músicas começaram a se espalhar pela internet, sua página no MySpace começou a explodir em 2005, tudo caminhava sem nem ao menos pensarem em gravar nada ou assinar algo com alguém. Quando fizeram seu primeiro show e decidiram gravar por conta própria alguns discos e distribuir nesse show, ai começou uma verdadeira febre, que ganhou a atenção das gravadoras.

Até então, percebam que a banda não fez nenhum tipo de marketing, nada. Eles simplesmente tocavam para amigos que os colocaram na internet e a partir daí atrairam uma quantidade incrivel de fãs. Quando as gravadoras começaram a contatar os garotos, eles simplesmente recusaram toda e qualquer oferta e justificaram-se dizendo que eles já tinham chegado tão longe sem nenhuma ajuda, eles não iriam mudar a sua música como as gravadoras sugeriam, para garantir algo, seu talento e seus fãs cuidariam disso. E cuidaram mesmo, quando o Arctic Lançou Whatever People Say I’m, That’s What I’m Not, no seu primeiro dia alcançou #1 no Reino Unido, em uma semana, tornou-se o álbum com o maior número de cópias vendidas no mais curto espaço de tempo, na histrória do Rock Inglês, superando o Oasis. Quando tocaram em Leeds, seu show estava simplesmente LOTADO, e mais, eles passaram a restringir a entrada de empresários e gravadoras, pois eles não precisavam deles, só queriam pessoas interessadas em suas músicas, somente.

Arctic Monkeys é a primeira banda a fazer um sucesso incontestável, sem nenhuma ajuda de uma indústria, sem render a sua arte a interesses corporativos. Graças a dinâmica do mundo virtual, podemos garantir que bandas farão o som que lhes convir e seus fãs os encontrarão e darão suporte… e isso muda completamente a cara da indústria fonográfica, sentencia as gravadoras a perderem seu poder e nos brinda com a possibilidade de bandas verdadeiramente originais de se consolidarem.

Ufa. Hehehe. Quanto ao álbum, Arctic é rápido, é barulhento, as letras são agressivas e sensuais, enfim, é ROCK! Rock de verdade, só que com uma cara adolescente e britânica. E Whatever People Say (…) é uma coletânea de hinos indies, Alex Turner é genial ao expresssar aquilo que se passa na cabeça e na alma de todo adolescente. The Tales of San Francisco e I Bet You Look Good On The Dancefloor, são músicas que representarão para sempre essa geração, ou se prefirir, a nossa geração. Porém, esse lado adolescente é também o problema do Arctic, apesar de Alex Turner ser um gênio e a cada álbum procurar se despreender completamente de possíveis rótulos sonoros estipulados pelo álbum anterior, a velocidade, o barulho, a falta de sofisticação, está sempre lá, e as vezes música deve acompanhar atitude, mas para o Arctic letras e atitude nem sempre acompanham virtuosidade musical. Enfim, é um álbum indispensável….

PS: Esse baterista destrói, vejam o clipe (…)

 

Ouça: Grooveshark

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