Libertines – Up The Bracket

Eu gostaria de pedir perdão aos fiéis frequentadores desse blog, pela interrupção nos post do Top Ten, direi apenas que, fiquei muito mais tempo cortando árvores do que de costume e os posts desse blog são frutos do ócio criativo, sem esse, é impossível escrever sobre música de uma forma que inspire o transeunte a ouvir e dançar. Mas chega dessa prosa poética de merda… esse post é para ser sujo e punk… bloody libertines!

O Libertines é uma banda que começou a partir dos guitarristas, vocalistas, gênios, etc. – Carl Barât e Pete Doherty, mais tarde, para a gravação de seus álbuns, a banda receberia a colaboração de John Hassall (baixo) e Gary Powell (bateria). Apesar do seu caráter icônico na cena músical inglesa da última década, o Libertines nunca chegou a tornar-se “mainstream”, após ganhar certa fama dentro do movimento de retomada do rock, no começo dos anos 2000 (lembram, quando os jornais diziam que o Strokes havia ressucitado o rock, bom, esses rapazes também contribuiram), a NME (mais uma vez condecorando música de qualidade), elegeu Libertines (segundo álbum, depois de Up The Bracket) como o segundo melhor álbum no ano de seu lançamento. Uma curiosidade: ambos os álbuns da banda foram produzidos por Mick Jones – integrante do The Clash.

A banda é ótima, a crítica os ama, então, porque acabar? Pete Doherty foi o motivo, na verdade, o fato de Doherty ser viciado em cocaina, crack e heroína foi o motivo. Carl Barât, após centenas de quebras-pau com seu amigo, decidiu que não tocaria ou se apresentaria com Doherty enquanto ele não se limpasse, ele até tentou, mas não rolou. Então os fiéis amigos se separaram, não deram o dedinho e cada um formou sua própria banda, Doherty formou o Babyshambles, depressivo, louco e incrivel. E Carl formou o Dirty Pretty Things, rock, elementos da cena indie e pouca notoriedade, apesar de alguns hits momentâneos. Mas não fiquem tristes, de acordo com recentes fofocas da mídia, Carl e Doherty se encontraram e deram sinais de terem vontade de voltar com o Libertines, quem sabe….

Chega de fofoca, vamos ao álbum. Up The Bracket é menos famoso que o álbum auto-intitulado do Libertines, porém, na minha opinião, tem muito, mas muito, mais personalidade. O som do álbum é sujo, é tocado com as almas pesadas dos artistas, é poético, é quase um livro (hehehe), ouça com atenção e você será capaz de sentir tudo o que o artista tentou colocar nessas músicas, aquela luta infinita com o monstro que há dentro de cada um de nós, aquele monstro que nos leva às drogas, aos romances perturbadores, as ações impulsivas em geral, o caos e a calmaria que são subsequentes e inerentes a essas ações… realmente, Pete e Carl são excelentes compositores, talvez os melhores de todas as bandas que eu já citei nesse blog. E em Up The Bracket eles estão compondo com seus corações e almas e só isso já faz esse álbum valer MUITO a pena.

 

Ouça: Grooveshark

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